...e acabe por me machucar.
Quando são os outros que te machucam, você vê um motivo na sua frente, bem ali, diante dos teus olhos... e pode afirmar que "a culpa não é minha!" ou "eu não fiz nada pra merecer isso", enfim. Você pode se fazer de coitado como bem entender. Mas e quando você mesmo se sente consumido pela sua mente? Quando você mesmo vê que todos os seus caminhos têm te levado à um beco sem saída? E pior ainda... qualquer coisa que você veja, ou leia, acaba por te magoar, mesmo que não seja intencional, geralmente não o é. Mas você sabe. Dói. E é assim que as coisas vão acontecendo... qualquer coisa relacionada às outras pessoas é um peso pra você. Dói, e simplesmente dói. Elas estão te magoando e machucando ao dizer tais coisas, mas não é culpa delas. Elas dizem o que querem dizer... e você vê porque é idiota. E pior... dá valor porque é mais idiota ainda!
Você lê aquilo, uma coisa tão banal e idiota, mas por dentro... se sente um lixo... e isso vai te consumir, você sabe que vai... no entanto, continua agindo como se nada tivesse acontecendo, como se nada fosse acontecer... mas você sabe o final, não sabe? Sabe, sim...
Vai continuar doendo e remoendo dentro de você... e por que você não diz nada? Por que não tem motivo ou argumento algum contra aquilo. Foi só uma brincadeira.
Mas por que diabos dói então? Porque eu sou doente. E estou ficando pior ainda...
E isso tá doendo e remoendo. Eu estou vendo coisas que antes não via, percebendo coisas que antes não queria. E isso vai me consumir cada vez mais. Até que o único suporte que eu tenho, acabe por desmoronar também.
E fim. Aí eu morro e se fecham as cortinas.
//bruce dickinson - tears of the dragon
"I throw myself into the sea..."
domingo, 22 de abril de 2007
Até que eu mesma me consuma...
...e acabe por me machucar.
Quando são os outros que te machucam, você vê um motivo na sua frente, bem ali, diante dos teus olhos... e pode afirmar que "a culpa não é minha!" ou "eu não fiz nada pra merecer isso", enfim. Você pode se fazer de coitado como bem entender. Mas e quando você mesmo se sente consumido pela sua mente? Quando você mesmo vê que todos os seus caminhos têm te levado à um beco sem saída? E pior ainda... qualquer coisa que você veja, ou leia, acaba por te magoar, mesmo que não seja intencional, geralmente não o é. Mas você sabe. Dói. E é assim que as coisas vão acontecendo... qualquer coisa relacionada às outras pessoas é um peso pra você. Dói, e simplesmente dói. Elas estão te magoando e machucando ao dizer tais coisas, mas não é culpa delas. Elas dizem o que querem dizer... e você vê porque é idiota. E pior... dá valor porque é mais idiota ainda!
Você lê aquilo, uma coisa tão banal e idiota, mas por dentro... se sente um lixo... e isso vai te consumir, você sabe que vai... no entanto, continua agindo como se nada tivesse acontecendo, como se nada fosse acontecer... mas você sabe o final, não sabe? Sabe, sim...
Vai continuar doendo e remoendo dentro de você... e por que você não diz nada? Por que não tem motivo ou argumento algum contra aquilo. Foi só uma brincadeira.
Mas por que diabos dói então? Porque eu sou doente. E estou ficando pior ainda...
E isso tá doendo e remoendo. Eu estou vendo coisas que antes não via, percebendo coisas que antes não queria. E isso vai me consumir cada vez mais. Até que o único suporte que eu tenho, acabe por desmoronar também.
E fim. Aí eu morro e se fecham as cortinas.
//bruce dickinson - tears of the dragon
"I throw myself into the sea..."
Quando são os outros que te machucam, você vê um motivo na sua frente, bem ali, diante dos teus olhos... e pode afirmar que "a culpa não é minha!" ou "eu não fiz nada pra merecer isso", enfim. Você pode se fazer de coitado como bem entender. Mas e quando você mesmo se sente consumido pela sua mente? Quando você mesmo vê que todos os seus caminhos têm te levado à um beco sem saída? E pior ainda... qualquer coisa que você veja, ou leia, acaba por te magoar, mesmo que não seja intencional, geralmente não o é. Mas você sabe. Dói. E é assim que as coisas vão acontecendo... qualquer coisa relacionada às outras pessoas é um peso pra você. Dói, e simplesmente dói. Elas estão te magoando e machucando ao dizer tais coisas, mas não é culpa delas. Elas dizem o que querem dizer... e você vê porque é idiota. E pior... dá valor porque é mais idiota ainda!
Você lê aquilo, uma coisa tão banal e idiota, mas por dentro... se sente um lixo... e isso vai te consumir, você sabe que vai... no entanto, continua agindo como se nada tivesse acontecendo, como se nada fosse acontecer... mas você sabe o final, não sabe? Sabe, sim...
Vai continuar doendo e remoendo dentro de você... e por que você não diz nada? Por que não tem motivo ou argumento algum contra aquilo. Foi só uma brincadeira.
Mas por que diabos dói então? Porque eu sou doente. E estou ficando pior ainda...
E isso tá doendo e remoendo. Eu estou vendo coisas que antes não via, percebendo coisas que antes não queria. E isso vai me consumir cada vez mais. Até que o único suporte que eu tenho, acabe por desmoronar também.
E fim. Aí eu morro e se fecham as cortinas.
//bruce dickinson - tears of the dragon
"I throw myself into the sea..."
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Até eu me odiar completamente...
...e desejar ser a mais pura das almas... mas quem, no mundo todo, poderia me negar essa verdade? Eu gostaria de que alguma alma me encontrasse, despida de toda a realidade mundana, e pudesse ver além de tudo isso. Essa verdade machuca, dilacera minha pele... e é esse o problema. Eu sinto aonde eu não deveria sentir. Não é mais minha pele que necessita ter tato, não é minha pele que necessita de calor humano, não é minha pele que necessita ter contato. Sou eu. Contato interior, eu preciso ser tocada aqui dentro, preciso ser encontrada dentro de mim mesma, preciso estar interiorizada, não quero ver o exterior de ninguém. Não ouso mentir às mentiras do mundo. Não ouso buscar uma verdade alheia e externa. Não gosto de me sentir fora daqui. Meu mundo. Meu. Lá fora eu sentiria frio e quando menos percebesse, já estaria interiorizada novamente. Introspectiva? Não à grosso modo.
[Não sabe o quanto eu odeio generalizações. Coisas genéricas me irritam, muitas vezes. Estaria eu sendo cega e utópica demais ao querer ver e buscar coisas puras, orginais? Originalidade deixou de ser o que era, também. Vago e sem sentido.
Eu gostaria de me jogar de um precipício e sentir, uma única vez, o vento beijar todo o meu corpo, antes que eu caísse nos braços de algum anjo...]
Voltando aos meus devaneios iniciais, percebo que muito de mim já sei foi há tanto tempo... nem ao menos consigo contar! Sentirei sim, muita falta... Era o que eu era, o que eu fui um dia, fez parte de mim num presente passado e agora, faz parte das minhas lembranças. Algumas são amargas, mas me fizeram crescer. "Crescer"... que exemplo de otimismo ou positivismo, tanto faz. Não sou positivista. E muito menos otimista.
Sinto uma grande necessidade de guardar segredos. Meus. Pra mim. De mim. Ninguém. "I just be myself". Ok. Como não ser eu mesma? Não consigo imaginar isso. Eu seria... uma qualquer. Não me vejo. A verdade é essa. Simplesmente não sei o meu tamanho, a minha cor, as caras que eu faço quando rio, ou como meu rosto se distorce quando eu choro, não tenho a mínima idéia. E o que isso significa? Que eu continuo não reconhecendo o que eu vejo no espelho. O que eu vejo lá, então? Alguém que sorri, engana, finge, mente, esconde-se de si mesma, brinca, delira...e se perde. Cada vez mais. Eu gosto de me perder. Não me sinto mais incomodada como antes. Eu sei conviver comigo mesma e com todas as coisas insuportáveis que eu posso fazer, pensar, escrever, desenhar, pintar e gritar. Sim, gritar. Eu preciso gritar tudo que sinto? Não. Mas eu preciso dizer o que eu penso. Nem tudo que eu penso/digo/faço condiz com o que eu sinto. Eu estou me enganando, então? Talvez. Enganando os outros? Não. Mentir nunca mais. Mas eu minto, às vezes, para mim mesma. Isso dói... ser verdadeira com os outros mas mentir para si mesma. Tá, não vale a pena... Não? Valeria menos a pena ainda machucar outras pessoas...
O problema não é a mentira. É como ela vem. Recheada de coisas estúpidas e falsas. Uma mentirinha todo mundo suporta, considera, fala. O problema surge quando a consideração acaba, quando a confiança some e quando sentimentos ruins aparecem.
Não que eu necessariamente minta para as outras pessoas e para mim. O problema são os instantes e as reações que eu tenho. Mudo de opinião rápido demais. Não, isso não significa que eu seja uma estúpida sem opinião ou alguém volúvel demais. Não é isso. Eu encaro tudo conforme o momento me diz pra encarar, rio, choro, grito. E algumas vezes me arrependo... mas é porque eu vejo que não era o que eu queria, ou deveria ter feito. Arrependimentos. Se eles não existissem eu seria alguém melhor? Pior? Eu não sei. Só sei que parei de pensar demais no passado. O problema é sempre o futuro. Continuo indecisa e insegura. E isso não quer passar. O "viver um dia de cada vez" não tem funcionado comigo. Não consigo parar de pensar na infinidade de possibilidades que possam existir. E é aí que eu falho: tentando ver tudo e abraçar tudo, eu não vou conseguir nada. Eu não tenho tantos objetivos na vida. Pensei em começar a traçá-los outro dia... mas se resumiu à isto:
Faculdade.
Trampo.
"Pessoas".
Independência financeira.
Cafofo particular da Lilium.
Viagens e consumo excessivo de livros.
Não necessariamente nessa ordem... mas é assim.
As coisas acontecem quando tem que acontecer? Continuo concordando com Clarice: "como começar pelo início se as coisas acontecem antes de acontecer?"
É. Sempre assim mesmo. Meu sono me consume.
//não, não. pela milésima vez! minha cabeça vai estourar e tudo que eu mais odiaria é ter que ouvir uma agulha sequer caindo no chão!..
Fica, vai... subentendido e escondido. Eu te escondo de mim. Ai, de mim, pobre poetisa desfalcada! Escondo-me de ti, mas sempre me encontro jogada nos teus braços...
Eu odeio realidades.
[Não sabe o quanto eu odeio generalizações. Coisas genéricas me irritam, muitas vezes. Estaria eu sendo cega e utópica demais ao querer ver e buscar coisas puras, orginais? Originalidade deixou de ser o que era, também. Vago e sem sentido.
Eu gostaria de me jogar de um precipício e sentir, uma única vez, o vento beijar todo o meu corpo, antes que eu caísse nos braços de algum anjo...]
Voltando aos meus devaneios iniciais, percebo que muito de mim já sei foi há tanto tempo... nem ao menos consigo contar! Sentirei sim, muita falta... Era o que eu era, o que eu fui um dia, fez parte de mim num presente passado e agora, faz parte das minhas lembranças. Algumas são amargas, mas me fizeram crescer. "Crescer"... que exemplo de otimismo ou positivismo, tanto faz. Não sou positivista. E muito menos otimista.
Sinto uma grande necessidade de guardar segredos. Meus. Pra mim. De mim. Ninguém. "I just be myself". Ok. Como não ser eu mesma? Não consigo imaginar isso. Eu seria... uma qualquer. Não me vejo. A verdade é essa. Simplesmente não sei o meu tamanho, a minha cor, as caras que eu faço quando rio, ou como meu rosto se distorce quando eu choro, não tenho a mínima idéia. E o que isso significa? Que eu continuo não reconhecendo o que eu vejo no espelho. O que eu vejo lá, então? Alguém que sorri, engana, finge, mente, esconde-se de si mesma, brinca, delira...e se perde. Cada vez mais. Eu gosto de me perder. Não me sinto mais incomodada como antes. Eu sei conviver comigo mesma e com todas as coisas insuportáveis que eu posso fazer, pensar, escrever, desenhar, pintar e gritar. Sim, gritar. Eu preciso gritar tudo que sinto? Não. Mas eu preciso dizer o que eu penso. Nem tudo que eu penso/digo/faço condiz com o que eu sinto. Eu estou me enganando, então? Talvez. Enganando os outros? Não. Mentir nunca mais. Mas eu minto, às vezes, para mim mesma. Isso dói... ser verdadeira com os outros mas mentir para si mesma. Tá, não vale a pena... Não? Valeria menos a pena ainda machucar outras pessoas...
O problema não é a mentira. É como ela vem. Recheada de coisas estúpidas e falsas. Uma mentirinha todo mundo suporta, considera, fala. O problema surge quando a consideração acaba, quando a confiança some e quando sentimentos ruins aparecem.
Não que eu necessariamente minta para as outras pessoas e para mim. O problema são os instantes e as reações que eu tenho. Mudo de opinião rápido demais. Não, isso não significa que eu seja uma estúpida sem opinião ou alguém volúvel demais. Não é isso. Eu encaro tudo conforme o momento me diz pra encarar, rio, choro, grito. E algumas vezes me arrependo... mas é porque eu vejo que não era o que eu queria, ou deveria ter feito. Arrependimentos. Se eles não existissem eu seria alguém melhor? Pior? Eu não sei. Só sei que parei de pensar demais no passado. O problema é sempre o futuro. Continuo indecisa e insegura. E isso não quer passar. O "viver um dia de cada vez" não tem funcionado comigo. Não consigo parar de pensar na infinidade de possibilidades que possam existir. E é aí que eu falho: tentando ver tudo e abraçar tudo, eu não vou conseguir nada. Eu não tenho tantos objetivos na vida. Pensei em começar a traçá-los outro dia... mas se resumiu à isto:
Faculdade.
Trampo.
"Pessoas".
Independência financeira.
Cafofo particular da Lilium.
Viagens e consumo excessivo de livros.
Não necessariamente nessa ordem... mas é assim.
As coisas acontecem quando tem que acontecer? Continuo concordando com Clarice: "como começar pelo início se as coisas acontecem antes de acontecer?"
É. Sempre assim mesmo. Meu sono me consume.
//não, não. pela milésima vez! minha cabeça vai estourar e tudo que eu mais odiaria é ter que ouvir uma agulha sequer caindo no chão!..
Fica, vai... subentendido e escondido. Eu te escondo de mim. Ai, de mim, pobre poetisa desfalcada! Escondo-me de ti, mas sempre me encontro jogada nos teus braços...
Eu odeio realidades.
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