"A revolta cresce, surge um novo desejo de mudança. Que fazer com todas as auto-sabotagens de minha mente? Todas as minhas vontades se reduzem ao nada. Estou tonta. Exausta de toda a realidade mundana. E essa realidade, meu amigo, não ouso reivindicar como minha. Que fazer com toda essa descrença? Sua religião é sua razão. Não acreditas em teu próprio eu? Não acreditas no que não pode ver ou tocar? Tão pouco poderia acreditar em mim, então. Sou tão real quanto tua própria carne... e tão etérea quanto os fantasmas do teu passado. Não tenho nada que possua uma importância maior. Simplesmente me esvaziei de todo sentido... Sentido da vida? Continuas buscando fora de ti algo que certamente nunca o encontraria dentro de ti. Se não podes ver dentro de si mesmo, jamais verá o mundo de uma forma mais aberta. Sabedoria não se limita apenas ao que sua consciência consegue chegar. A completa sabedoria realmente pertence aos deuses? E nós, ao tentar tocá-la, seremos eternamente filósofos e nada mais que isto? A ganância faz com que os homens se vejam como algo divino. E por que não divinizar o humano? Sentimentos magníficos em contraste com a razão. Magníficos? Magnífica é a capacidade humana de destruição. Razão? O que nos foge à razão é loucura, demência... Mas somos todos uns dementes! Não há uma alma viva sequer que não tenha nenhum traço de loucura! Que os titãs me sufoquem se preciso, mas jamais me calarei pra outro ser tão repugnante quanto eu! Hipocrisia, meus caros, é tão inerente ao homem quanto sua humanidade, sempre descrente, sempre maligna, sempre destrutiva. Esta sim é a verdadeira humanidade! O que nos torna realmente humanos? Apenas um punhado de sentimentos, diga-se de passagem, falsos? Que honra terei em dizer aos meus netos que sou tão frígida quanto a pálida luz da lua! Meu coração se esvazia. Mas ainda palpita, ansioso pelo teu. Sou uma descrente. E me humilho contrariando todos os meus próprios pensamentos. Vou contra meus princípios, contra meus valores. Que diabos de ser eu sou? Digo repudiar qualquer sentimento, mas dou tanto valor a algo que é tão grande e o basta apenas 4 letras. Não entendo. Não quero entender. Quereria sentir, se pudesse..."
//Dream Theater - Tears
All of the seasons
And all of the days
All of the reasons
Why I've felt this way
So long, so long
Then lost in that feeling
I looked in your eyes
I noticed emotion
And that you had cried
For me
I can see
What would touch me deeper
Tears that fall from eyes
That only cry?
Would it touch you deeper
Than tears that fall from eyes
That know why?
A lifetime of questions
Tears on your cheek
I tasted the answers
And my body was weak
For you
The truth
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
sábado, 24 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
...e então...
"...eu percebi que enquanto eu continuava andando, seguia seus passos involuntariamente, não prestava atenção e nem ao menos me importava. Queria continuar em transe. Talvez minha covardia seja tamanha que eu não possa nem ao menos dizer uma única palavra. E por que dizer tudo que já foi dito? Dizer como eu me sinto? Eu digo tanto isso o tempo inteiro... e ainda assim não me ouve, não parece entender. Não surte mais nenhum efeito. Mente torpe, corpo inexistente. Suspensa no tempo/espaço. Eu não tenho nenhuma palavra sequer que possa significar tudo isso aqui dentro. Mas talvez sejam apenas alguns enganos... eu não consigo entender nem ao menos o que se passa na minha mente, quem dirá na sua? Continuar calada, esperando que o tempo passe e ver, aos poucos, nossos passos mudando de direção? Eu estou cansada de tentar mostrar tudo aquilo que as pessoas sempre ignoram. Simplesmente ignoram. Tudo que eu digo... não tem nenhum valor, afinal? Isso não existe. Eu não existo. Nada existe. E continuará no mesmo buraco negro de sempre. Não é? Não...
Provavelmente eu ficarei louca, doente... e não terei dito uma sequer palavra. Está tão claro. Não precisa de explicações... exceto tudo aquilo que poderia significar. Eu não consigo me surpreender com nada disso. Gritar... toda a minha... angústia? Agonia? Por quê? Por não saber o que dizer, não saber como demonstrar? ...tanto... tanto! Vai batendo, aos poucos, mais forte... até parar. Mas agora... eu não sei o que fazer..."
//Olivia inspi' Reira - A little pain
Provavelmente eu ficarei louca, doente... e não terei dito uma sequer palavra. Está tão claro. Não precisa de explicações... exceto tudo aquilo que poderia significar. Eu não consigo me surpreender com nada disso. Gritar... toda a minha... angústia? Agonia? Por quê? Por não saber o que dizer, não saber como demonstrar? ...tanto... tanto! Vai batendo, aos poucos, mais forte... até parar. Mas agora... eu não sei o que fazer..."
//Olivia inspi' Reira - A little pain
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
...como se segurasse algo em suas mãos, algo que jamais poderia perder. Tentava desesperadamente escondê-la. De si mesma, talvez. Há muito havia aprendido a mentir para si mesma, não sentia culpa agora.. não mais. Talvez tudo isso fosse um grande pesadelo, então não tem importância alguma as verdades e as mentiras que conta. Um peso tão grande quanto sua própria existência jamais deveria ser mantido em silêncio. Desejava gritar. O mais alto possível. Quem sabe não seja o suficiente para mandar embora todos os pensamentos que tanto a perturbam? Calar-se a si mesma... desejar o silêncio? Ele não pode ser mantido dentro de seu próprio espírito. Devassidão, luxúria, pecados... que importância tudo isso tem? Valores? São teus, não meus. Eu não me importo com quem me deito, apenas como eu me levanto. E creia-me, nada valeu a pena até agora. Deito-me com os porcos imundos que rondam minha mente, mas sempre acordo entre os deuses. Deuses...? Todos eles deixaram esta terra há muito tempo. No que você realmente acredita? Em si mesmo? E acha que pode confiar no seu pior inimigo? Sua sombra que nunca descansa, seu único carrasco. Acreditar... nas pessoas? Não seja tão ingênuo... Elas não valem o que comem. Não valem o que dizem valer. E são sempre tão falsos consigo mesmos que dá pena. Assim como eu sinto pena de mim mesma. Sentir medo? Estar sozinha? Sempre, sempre... as coisas tendem sempre ao pior. E por mais egoísta que seja, se eu não me importar somente comigo mesma [pelo menos por enquanto], eu só vou piorar tudo pra mim. Esquecer-me de mim mesma.. novamente...? Não, eu não quero mais.
Procurar soluções? Respostas? A única resposta que tenho é "talvez". Não quero uma solução. Talvez isso seja, finalmente, minha morte. E aí não teria mais graça. Nada nunca teve, mas eu quero continuar a me enganar e me perder... perder-me entre abraços, pensamentos, calúnicas próprias, enganar-me, pensar que tudo pode ser diferente e partir pra um rumo melhor... mas não u.u nunca vai ser assim.
E eu me cansei disso aqui também...
//Tsuchiya Anna - Rose [música do anime NANA <3]
Procurar soluções? Respostas? A única resposta que tenho é "talvez". Não quero uma solução. Talvez isso seja, finalmente, minha morte. E aí não teria mais graça. Nada nunca teve, mas eu quero continuar a me enganar e me perder... perder-me entre abraços, pensamentos, calúnicas próprias, enganar-me, pensar que tudo pode ser diferente e partir pra um rumo melhor... mas não u.u nunca vai ser assim.
E eu me cansei disso aqui também...
//Tsuchiya Anna - Rose [música do anime NANA <3]
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
Extrato de A hora da estrela - Clarice Lispector.
"Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida. mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o que, mas sei que o universo jamais começou.
Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho.
Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos – sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar. A dor de dentes que perpassa esta história deu uma fisgada funda em plena boca nossa. Então eu canto alto agudo uma melodia sincopada e estridente – é a minha própria dor, eu que carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes."
Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho.
Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos – sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar. A dor de dentes que perpassa esta história deu uma fisgada funda em plena boca nossa. Então eu canto alto agudo uma melodia sincopada e estridente – é a minha própria dor, eu que carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade? Nunca vi palavra mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por aí aos montes."
Desde o ínicio, o tédio da vida...
Todas essas coisas tão "normais" causando tanta repulsão...
Por que buscar um "sentido", afinal? Dar explicações à coisas tão absurdas de uma existência tão momentânea, tão passageira... E por que continuar ignorando, então? Cegando-nos para uma existência medíocre, buscando conforto, lamentando perdas... e a vida se constitui de perdas! Memórias, lembranças... tudo isso um dia passará.
Nostalgia constante... eu nunca pertenci a lugar algum... não que eu me lembre... e não existe nada, absolutamente nada que possa me prender à essa existência...
Eu sinto falta, muita falta... de um lugar muito distante, de pessoas que não existem aqui comigo. Pensar em certas coisas é sempre desesperador. Ter a certeza de se estar perdendo algo, o tempo todo. Eu não consigo ver tudo de uma forma otimista. Meus dias continuam cinzentos, vazios, vagos... porque aqui não existe, não está... aquele que eu tanto desejo. E são só desejos, afinal? Uma vontade... apenas um capricho da minha mente? Em querer ter e tocar algo impossível... Não deve se resumir apenas nisto.
Eu não encontro um motivo em querer continuar. Caminhar lentamente até o fim. De qualquer forma, é suicídio. Enquanto o tempo passa, algo em mim vai morrendo aos poucos... e eu insisto em me machucar e iludir tanto... até que um dia vai parar de bater.
E eu fico imaginando o que, de tudo isso, poderia me fazer falta...
Quantos amores eu tive, um dia? Nenhum. Paixões agudas, carência excessiva, não querer ficar só... mas talvez minha melhor companhia seja eu mesma. Nunca encontrarei ninguém que me ouça da forma que eu preciso, e nem ouvirei as palavras que eu gostaria de ouvir. Chegará algum dia em que eu estarei com alguém e não me sentirei mais sozinha? Estar com tantas pessoas e ainda assim... meu coração continua batendo. E eu gostaria de sentí-lo parar... talvez aí eu soubesse que encontrei alguém pra caminhar comigo... até o fim dos meus dias...
Pensar demais e ignorar o resto de vida... "vida".... não a aceito dessa forma tão banal...
Eu sinto tanta falta de alguns dias... que ficaram lá atrás... eu nunca mais me senti assim...
Existiu um dia em que eu não me senti sozinha?
Talvez, enquanto criança e pensando que o mundo todo é nosso, eu não me sentisse sozinha... porque pensava ter tudo e todos comigo o tempo todo... mas não é assim... Eu não posso simplesmente dizer que algo ou alguém é meu e pronto. As coisas não acontecem dessa forma... talvez o que eu mais possa amar, seja o que mais me machuque...
Mas de alguma forma, eu não me senti sozinha enquanto... ah! Existem tantas coisas que eu gostaria de dizer... mas nenhuma seria cabível com toda essa "razão" humana...
Eu gostaria tanto de entender algumas coisas...
E gostaria mais ainda de mostrar certas coisas que as pessoas não podem ver.
Talvez doa menos em mim.
//carpenters - I won't last a day without you.
Por que buscar um "sentido", afinal? Dar explicações à coisas tão absurdas de uma existência tão momentânea, tão passageira... E por que continuar ignorando, então? Cegando-nos para uma existência medíocre, buscando conforto, lamentando perdas... e a vida se constitui de perdas! Memórias, lembranças... tudo isso um dia passará.
Nostalgia constante... eu nunca pertenci a lugar algum... não que eu me lembre... e não existe nada, absolutamente nada que possa me prender à essa existência...
Eu sinto falta, muita falta... de um lugar muito distante, de pessoas que não existem aqui comigo. Pensar em certas coisas é sempre desesperador. Ter a certeza de se estar perdendo algo, o tempo todo. Eu não consigo ver tudo de uma forma otimista. Meus dias continuam cinzentos, vazios, vagos... porque aqui não existe, não está... aquele que eu tanto desejo. E são só desejos, afinal? Uma vontade... apenas um capricho da minha mente? Em querer ter e tocar algo impossível... Não deve se resumir apenas nisto.
Eu não encontro um motivo em querer continuar. Caminhar lentamente até o fim. De qualquer forma, é suicídio. Enquanto o tempo passa, algo em mim vai morrendo aos poucos... e eu insisto em me machucar e iludir tanto... até que um dia vai parar de bater.
E eu fico imaginando o que, de tudo isso, poderia me fazer falta...
Quantos amores eu tive, um dia? Nenhum. Paixões agudas, carência excessiva, não querer ficar só... mas talvez minha melhor companhia seja eu mesma. Nunca encontrarei ninguém que me ouça da forma que eu preciso, e nem ouvirei as palavras que eu gostaria de ouvir. Chegará algum dia em que eu estarei com alguém e não me sentirei mais sozinha? Estar com tantas pessoas e ainda assim... meu coração continua batendo. E eu gostaria de sentí-lo parar... talvez aí eu soubesse que encontrei alguém pra caminhar comigo... até o fim dos meus dias...
Pensar demais e ignorar o resto de vida... "vida".... não a aceito dessa forma tão banal...
Eu sinto tanta falta de alguns dias... que ficaram lá atrás... eu nunca mais me senti assim...
Existiu um dia em que eu não me senti sozinha?
Talvez, enquanto criança e pensando que o mundo todo é nosso, eu não me sentisse sozinha... porque pensava ter tudo e todos comigo o tempo todo... mas não é assim... Eu não posso simplesmente dizer que algo ou alguém é meu e pronto. As coisas não acontecem dessa forma... talvez o que eu mais possa amar, seja o que mais me machuque...
Mas de alguma forma, eu não me senti sozinha enquanto... ah! Existem tantas coisas que eu gostaria de dizer... mas nenhuma seria cabível com toda essa "razão" humana...
Eu gostaria tanto de entender algumas coisas...
E gostaria mais ainda de mostrar certas coisas que as pessoas não podem ver.
Talvez doa menos em mim.
//carpenters - I won't last a day without you.
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