...e acabe por me machucar.
Quando são os outros que te machucam, você vê um motivo na sua frente, bem ali, diante dos teus olhos... e pode afirmar que "a culpa não é minha!" ou "eu não fiz nada pra merecer isso", enfim. Você pode se fazer de coitado como bem entender. Mas e quando você mesmo se sente consumido pela sua mente? Quando você mesmo vê que todos os seus caminhos têm te levado à um beco sem saída? E pior ainda... qualquer coisa que você veja, ou leia, acaba por te magoar, mesmo que não seja intencional, geralmente não o é. Mas você sabe. Dói. E é assim que as coisas vão acontecendo... qualquer coisa relacionada às outras pessoas é um peso pra você. Dói, e simplesmente dói. Elas estão te magoando e machucando ao dizer tais coisas, mas não é culpa delas. Elas dizem o que querem dizer... e você vê porque é idiota. E pior... dá valor porque é mais idiota ainda!
Você lê aquilo, uma coisa tão banal e idiota, mas por dentro... se sente um lixo... e isso vai te consumir, você sabe que vai... no entanto, continua agindo como se nada tivesse acontecendo, como se nada fosse acontecer... mas você sabe o final, não sabe? Sabe, sim...
Vai continuar doendo e remoendo dentro de você... e por que você não diz nada? Por que não tem motivo ou argumento algum contra aquilo. Foi só uma brincadeira.
Mas por que diabos dói então? Porque eu sou doente. E estou ficando pior ainda...
E isso tá doendo e remoendo. Eu estou vendo coisas que antes não via, percebendo coisas que antes não queria. E isso vai me consumir cada vez mais. Até que o único suporte que eu tenho, acabe por desmoronar também.
E fim. Aí eu morro e se fecham as cortinas.
//bruce dickinson - tears of the dragon
"I throw myself into the sea..."
domingo, 22 de abril de 2007
Até que eu mesma me consuma...
...e acabe por me machucar.
Quando são os outros que te machucam, você vê um motivo na sua frente, bem ali, diante dos teus olhos... e pode afirmar que "a culpa não é minha!" ou "eu não fiz nada pra merecer isso", enfim. Você pode se fazer de coitado como bem entender. Mas e quando você mesmo se sente consumido pela sua mente? Quando você mesmo vê que todos os seus caminhos têm te levado à um beco sem saída? E pior ainda... qualquer coisa que você veja, ou leia, acaba por te magoar, mesmo que não seja intencional, geralmente não o é. Mas você sabe. Dói. E é assim que as coisas vão acontecendo... qualquer coisa relacionada às outras pessoas é um peso pra você. Dói, e simplesmente dói. Elas estão te magoando e machucando ao dizer tais coisas, mas não é culpa delas. Elas dizem o que querem dizer... e você vê porque é idiota. E pior... dá valor porque é mais idiota ainda!
Você lê aquilo, uma coisa tão banal e idiota, mas por dentro... se sente um lixo... e isso vai te consumir, você sabe que vai... no entanto, continua agindo como se nada tivesse acontecendo, como se nada fosse acontecer... mas você sabe o final, não sabe? Sabe, sim...
Vai continuar doendo e remoendo dentro de você... e por que você não diz nada? Por que não tem motivo ou argumento algum contra aquilo. Foi só uma brincadeira.
Mas por que diabos dói então? Porque eu sou doente. E estou ficando pior ainda...
E isso tá doendo e remoendo. Eu estou vendo coisas que antes não via, percebendo coisas que antes não queria. E isso vai me consumir cada vez mais. Até que o único suporte que eu tenho, acabe por desmoronar também.
E fim. Aí eu morro e se fecham as cortinas.
//bruce dickinson - tears of the dragon
"I throw myself into the sea..."
Quando são os outros que te machucam, você vê um motivo na sua frente, bem ali, diante dos teus olhos... e pode afirmar que "a culpa não é minha!" ou "eu não fiz nada pra merecer isso", enfim. Você pode se fazer de coitado como bem entender. Mas e quando você mesmo se sente consumido pela sua mente? Quando você mesmo vê que todos os seus caminhos têm te levado à um beco sem saída? E pior ainda... qualquer coisa que você veja, ou leia, acaba por te magoar, mesmo que não seja intencional, geralmente não o é. Mas você sabe. Dói. E é assim que as coisas vão acontecendo... qualquer coisa relacionada às outras pessoas é um peso pra você. Dói, e simplesmente dói. Elas estão te magoando e machucando ao dizer tais coisas, mas não é culpa delas. Elas dizem o que querem dizer... e você vê porque é idiota. E pior... dá valor porque é mais idiota ainda!
Você lê aquilo, uma coisa tão banal e idiota, mas por dentro... se sente um lixo... e isso vai te consumir, você sabe que vai... no entanto, continua agindo como se nada tivesse acontecendo, como se nada fosse acontecer... mas você sabe o final, não sabe? Sabe, sim...
Vai continuar doendo e remoendo dentro de você... e por que você não diz nada? Por que não tem motivo ou argumento algum contra aquilo. Foi só uma brincadeira.
Mas por que diabos dói então? Porque eu sou doente. E estou ficando pior ainda...
E isso tá doendo e remoendo. Eu estou vendo coisas que antes não via, percebendo coisas que antes não queria. E isso vai me consumir cada vez mais. Até que o único suporte que eu tenho, acabe por desmoronar também.
E fim. Aí eu morro e se fecham as cortinas.
//bruce dickinson - tears of the dragon
"I throw myself into the sea..."
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Até eu me odiar completamente...
...e desejar ser a mais pura das almas... mas quem, no mundo todo, poderia me negar essa verdade? Eu gostaria de que alguma alma me encontrasse, despida de toda a realidade mundana, e pudesse ver além de tudo isso. Essa verdade machuca, dilacera minha pele... e é esse o problema. Eu sinto aonde eu não deveria sentir. Não é mais minha pele que necessita ter tato, não é minha pele que necessita de calor humano, não é minha pele que necessita ter contato. Sou eu. Contato interior, eu preciso ser tocada aqui dentro, preciso ser encontrada dentro de mim mesma, preciso estar interiorizada, não quero ver o exterior de ninguém. Não ouso mentir às mentiras do mundo. Não ouso buscar uma verdade alheia e externa. Não gosto de me sentir fora daqui. Meu mundo. Meu. Lá fora eu sentiria frio e quando menos percebesse, já estaria interiorizada novamente. Introspectiva? Não à grosso modo.
[Não sabe o quanto eu odeio generalizações. Coisas genéricas me irritam, muitas vezes. Estaria eu sendo cega e utópica demais ao querer ver e buscar coisas puras, orginais? Originalidade deixou de ser o que era, também. Vago e sem sentido.
Eu gostaria de me jogar de um precipício e sentir, uma única vez, o vento beijar todo o meu corpo, antes que eu caísse nos braços de algum anjo...]
Voltando aos meus devaneios iniciais, percebo que muito de mim já sei foi há tanto tempo... nem ao menos consigo contar! Sentirei sim, muita falta... Era o que eu era, o que eu fui um dia, fez parte de mim num presente passado e agora, faz parte das minhas lembranças. Algumas são amargas, mas me fizeram crescer. "Crescer"... que exemplo de otimismo ou positivismo, tanto faz. Não sou positivista. E muito menos otimista.
Sinto uma grande necessidade de guardar segredos. Meus. Pra mim. De mim. Ninguém. "I just be myself". Ok. Como não ser eu mesma? Não consigo imaginar isso. Eu seria... uma qualquer. Não me vejo. A verdade é essa. Simplesmente não sei o meu tamanho, a minha cor, as caras que eu faço quando rio, ou como meu rosto se distorce quando eu choro, não tenho a mínima idéia. E o que isso significa? Que eu continuo não reconhecendo o que eu vejo no espelho. O que eu vejo lá, então? Alguém que sorri, engana, finge, mente, esconde-se de si mesma, brinca, delira...e se perde. Cada vez mais. Eu gosto de me perder. Não me sinto mais incomodada como antes. Eu sei conviver comigo mesma e com todas as coisas insuportáveis que eu posso fazer, pensar, escrever, desenhar, pintar e gritar. Sim, gritar. Eu preciso gritar tudo que sinto? Não. Mas eu preciso dizer o que eu penso. Nem tudo que eu penso/digo/faço condiz com o que eu sinto. Eu estou me enganando, então? Talvez. Enganando os outros? Não. Mentir nunca mais. Mas eu minto, às vezes, para mim mesma. Isso dói... ser verdadeira com os outros mas mentir para si mesma. Tá, não vale a pena... Não? Valeria menos a pena ainda machucar outras pessoas...
O problema não é a mentira. É como ela vem. Recheada de coisas estúpidas e falsas. Uma mentirinha todo mundo suporta, considera, fala. O problema surge quando a consideração acaba, quando a confiança some e quando sentimentos ruins aparecem.
Não que eu necessariamente minta para as outras pessoas e para mim. O problema são os instantes e as reações que eu tenho. Mudo de opinião rápido demais. Não, isso não significa que eu seja uma estúpida sem opinião ou alguém volúvel demais. Não é isso. Eu encaro tudo conforme o momento me diz pra encarar, rio, choro, grito. E algumas vezes me arrependo... mas é porque eu vejo que não era o que eu queria, ou deveria ter feito. Arrependimentos. Se eles não existissem eu seria alguém melhor? Pior? Eu não sei. Só sei que parei de pensar demais no passado. O problema é sempre o futuro. Continuo indecisa e insegura. E isso não quer passar. O "viver um dia de cada vez" não tem funcionado comigo. Não consigo parar de pensar na infinidade de possibilidades que possam existir. E é aí que eu falho: tentando ver tudo e abraçar tudo, eu não vou conseguir nada. Eu não tenho tantos objetivos na vida. Pensei em começar a traçá-los outro dia... mas se resumiu à isto:
Faculdade.
Trampo.
"Pessoas".
Independência financeira.
Cafofo particular da Lilium.
Viagens e consumo excessivo de livros.
Não necessariamente nessa ordem... mas é assim.
As coisas acontecem quando tem que acontecer? Continuo concordando com Clarice: "como começar pelo início se as coisas acontecem antes de acontecer?"
É. Sempre assim mesmo. Meu sono me consume.
//não, não. pela milésima vez! minha cabeça vai estourar e tudo que eu mais odiaria é ter que ouvir uma agulha sequer caindo no chão!..
Fica, vai... subentendido e escondido. Eu te escondo de mim. Ai, de mim, pobre poetisa desfalcada! Escondo-me de ti, mas sempre me encontro jogada nos teus braços...
Eu odeio realidades.
[Não sabe o quanto eu odeio generalizações. Coisas genéricas me irritam, muitas vezes. Estaria eu sendo cega e utópica demais ao querer ver e buscar coisas puras, orginais? Originalidade deixou de ser o que era, também. Vago e sem sentido.
Eu gostaria de me jogar de um precipício e sentir, uma única vez, o vento beijar todo o meu corpo, antes que eu caísse nos braços de algum anjo...]
Voltando aos meus devaneios iniciais, percebo que muito de mim já sei foi há tanto tempo... nem ao menos consigo contar! Sentirei sim, muita falta... Era o que eu era, o que eu fui um dia, fez parte de mim num presente passado e agora, faz parte das minhas lembranças. Algumas são amargas, mas me fizeram crescer. "Crescer"... que exemplo de otimismo ou positivismo, tanto faz. Não sou positivista. E muito menos otimista.
Sinto uma grande necessidade de guardar segredos. Meus. Pra mim. De mim. Ninguém. "I just be myself". Ok. Como não ser eu mesma? Não consigo imaginar isso. Eu seria... uma qualquer. Não me vejo. A verdade é essa. Simplesmente não sei o meu tamanho, a minha cor, as caras que eu faço quando rio, ou como meu rosto se distorce quando eu choro, não tenho a mínima idéia. E o que isso significa? Que eu continuo não reconhecendo o que eu vejo no espelho. O que eu vejo lá, então? Alguém que sorri, engana, finge, mente, esconde-se de si mesma, brinca, delira...e se perde. Cada vez mais. Eu gosto de me perder. Não me sinto mais incomodada como antes. Eu sei conviver comigo mesma e com todas as coisas insuportáveis que eu posso fazer, pensar, escrever, desenhar, pintar e gritar. Sim, gritar. Eu preciso gritar tudo que sinto? Não. Mas eu preciso dizer o que eu penso. Nem tudo que eu penso/digo/faço condiz com o que eu sinto. Eu estou me enganando, então? Talvez. Enganando os outros? Não. Mentir nunca mais. Mas eu minto, às vezes, para mim mesma. Isso dói... ser verdadeira com os outros mas mentir para si mesma. Tá, não vale a pena... Não? Valeria menos a pena ainda machucar outras pessoas...
O problema não é a mentira. É como ela vem. Recheada de coisas estúpidas e falsas. Uma mentirinha todo mundo suporta, considera, fala. O problema surge quando a consideração acaba, quando a confiança some e quando sentimentos ruins aparecem.
Não que eu necessariamente minta para as outras pessoas e para mim. O problema são os instantes e as reações que eu tenho. Mudo de opinião rápido demais. Não, isso não significa que eu seja uma estúpida sem opinião ou alguém volúvel demais. Não é isso. Eu encaro tudo conforme o momento me diz pra encarar, rio, choro, grito. E algumas vezes me arrependo... mas é porque eu vejo que não era o que eu queria, ou deveria ter feito. Arrependimentos. Se eles não existissem eu seria alguém melhor? Pior? Eu não sei. Só sei que parei de pensar demais no passado. O problema é sempre o futuro. Continuo indecisa e insegura. E isso não quer passar. O "viver um dia de cada vez" não tem funcionado comigo. Não consigo parar de pensar na infinidade de possibilidades que possam existir. E é aí que eu falho: tentando ver tudo e abraçar tudo, eu não vou conseguir nada. Eu não tenho tantos objetivos na vida. Pensei em começar a traçá-los outro dia... mas se resumiu à isto:
Faculdade.
Trampo.
"Pessoas".
Independência financeira.
Cafofo particular da Lilium.
Viagens e consumo excessivo de livros.
Não necessariamente nessa ordem... mas é assim.
As coisas acontecem quando tem que acontecer? Continuo concordando com Clarice: "como começar pelo início se as coisas acontecem antes de acontecer?"
É. Sempre assim mesmo. Meu sono me consume.
//não, não. pela milésima vez! minha cabeça vai estourar e tudo que eu mais odiaria é ter que ouvir uma agulha sequer caindo no chão!..
Fica, vai... subentendido e escondido. Eu te escondo de mim. Ai, de mim, pobre poetisa desfalcada! Escondo-me de ti, mas sempre me encontro jogada nos teus braços...
Eu odeio realidades.
terça-feira, 27 de março de 2007
contos inacabados...
"...então eu vi que seria melhor enfrentar sua ira que ser o causador de sua tristeza, dor e magoá-la. Se ela agisse com raiva ou se rebelasse contra todos os meus argumentos, eu saberia o que fazer, poderia gritar, bater de frente com seu orgulho, tentar convencê-la da minha certeza. Mas essa mesma certeza se dissolvia quando eu percebi o quão frágil aquela menina era. E sim, era apenas uma menina num corpo de mulher. Mulher bem feita pelas mãos do mais vaidoso e caprichoso deus, mas ainda assim, uma menina. Quem eu deveria proteger e amar ao invés de ser tão duro e frio. Tudo isso entrou em choque dentro de mim, não soube o que fazer. A dor que me causava ao vê-la chorar e saber que o motivo de seu sofrimento era o meu egoísmo não tinha limites. Senti que poderia desmoronar se ela continuasse soluçando e me olhando com aqueles olhos tão doces que me pediam carinho e compreensão. Não sabia o que fazer. Senti-me o pior dos mortais... mas nada do que eu dissesse ou fizesse seria o suficiente pra amenizar a minha culpa. 'Suas palavras não vão amenizar minha dor', eu sabia que ela pensava isso intimamente, escondendo-se de si mesma, escondendo toda a sua força, caindo aos prantos no chão. Que terrível ser poderia ter feito um anjo chorar? Jamais minhas mãos poderiam tê-la tocado. Eu deveria contentar-me em apenas admirá-la, protegê-la e amá-la da forma mais pura possível. Mas não. Eu nunca poderia fazer isso... eu a desejava. A desejava como um louco e não conseguiria nunca mudar isso.
Ajoelhei-me ao seu lado e sussurrei: 'pardon, mon amour...'. Tomei-a nos braços e senti que ela seria para sempre minha. Mas seu amor estava machucado, seu coração batia descompassadamente, a frieza de seus tímidos toques desapareciam... 'não me deixes...jamais, prometa-me... jamais seja tão injusto novamente... eu poderia suportar a dor da morte, mas nunca... nunca suportaria sua indiferença..."
Suas palavras ecoavam fundo em meu peito... eu sempre soube, desde o primeiro instante que a vi, que jamais poderia amar alguém como eu a amei. Poderia desejar outros corpos por ser escravo da minha luxúria, no entanto, minha alma seria para sempre dela... o anjo dourado que iluminou toda a minha vida. Eu sempre fui um devasso, deus bem o sabe, mas quando a tive pela primeira vez, desejei ser apenas seu... eu desejava que meu corpo e minha mente fossem tão puros e virginais como seus seios, suas curvas, seus membros...
Por amá-la tanto, esse nobre sentimento transbordava de meu ser, causava-me dor. Eu queria ser um único ser junto com ela. Queria que nossos corpos e nossas almas estivessem para sempre juntos... mas esse mesmo deus que a colocou em meu destino, tirou-a de mim. Jamais me esquecerei do cheiro de seu corpo... sempre tão fresco, tão doce... jamais me esquecerei de sua doçura...
Deus!... se eu ao menos soubesse! Não seria minha para sempre... e se eu tivesse idéia disso, teria cuidado para que sua felicidade fosse plena, teria passado cada segundo de sua vida ao seu lado.
Mas não... eu nunca poderia revoltar-me. Deus me deu o mais belo anjo e eu não soube como cuidá-la. Tentei prendê-la nas jaulas do meu amor egoísta... e como um passarinho sem esperanças, deixou-se morrer aos poucos..."
//Anna Tsuchiya - forever
"I love you forever
I can't live without you anymore
I love you forever
Your body is so cold and so hard
Please come back
Sit beside a fire place
I remember your warm heart.
Memories filled with plenty of love
And delight with my tears
I always love you
I can't see your face with my tears
Baby, i miss you
God, please don't take him
Far away from me
I love you forever
I'm walking in the dark
Is this a fog or tears?
I can't see anything
Where are you?
I'm holding a piece of dream that you gave me."
Ajoelhei-me ao seu lado e sussurrei: 'pardon, mon amour...'. Tomei-a nos braços e senti que ela seria para sempre minha. Mas seu amor estava machucado, seu coração batia descompassadamente, a frieza de seus tímidos toques desapareciam... 'não me deixes...jamais, prometa-me... jamais seja tão injusto novamente... eu poderia suportar a dor da morte, mas nunca... nunca suportaria sua indiferença..."
Suas palavras ecoavam fundo em meu peito... eu sempre soube, desde o primeiro instante que a vi, que jamais poderia amar alguém como eu a amei. Poderia desejar outros corpos por ser escravo da minha luxúria, no entanto, minha alma seria para sempre dela... o anjo dourado que iluminou toda a minha vida. Eu sempre fui um devasso, deus bem o sabe, mas quando a tive pela primeira vez, desejei ser apenas seu... eu desejava que meu corpo e minha mente fossem tão puros e virginais como seus seios, suas curvas, seus membros...
Por amá-la tanto, esse nobre sentimento transbordava de meu ser, causava-me dor. Eu queria ser um único ser junto com ela. Queria que nossos corpos e nossas almas estivessem para sempre juntos... mas esse mesmo deus que a colocou em meu destino, tirou-a de mim. Jamais me esquecerei do cheiro de seu corpo... sempre tão fresco, tão doce... jamais me esquecerei de sua doçura...
Deus!... se eu ao menos soubesse! Não seria minha para sempre... e se eu tivesse idéia disso, teria cuidado para que sua felicidade fosse plena, teria passado cada segundo de sua vida ao seu lado.
Mas não... eu nunca poderia revoltar-me. Deus me deu o mais belo anjo e eu não soube como cuidá-la. Tentei prendê-la nas jaulas do meu amor egoísta... e como um passarinho sem esperanças, deixou-se morrer aos poucos..."
//Anna Tsuchiya - forever
"I love you forever
I can't live without you anymore
I love you forever
Your body is so cold and so hard
Please come back
Sit beside a fire place
I remember your warm heart.
Memories filled with plenty of love
And delight with my tears
I always love you
I can't see your face with my tears
Baby, i miss you
God, please don't take him
Far away from me
I love you forever
I'm walking in the dark
Is this a fog or tears?
I can't see anything
Where are you?
I'm holding a piece of dream that you gave me."
domingo, 25 de março de 2007
past.
...provavelmente eu lembraria disso tudo com uma certa amargura. Não exatamente saudade... não foram tempos bons... mas faz falta o fato de terem sido assim. Eu gostaria de poder apagar muita coisa da minha mente, simplesmente esquecer de tudo que já aconteceu. Mas isso não acontecerá. Sempre lembro dos piores momentos possíveis.. e os bons, como sempre, permanecem esquecidos, ocultados pelo véu negro da quase morte, a falta de esperança, minha raiva, minha angústia...
Ainda assim, a música toca. Toca lá no fundo, bem no fundo da minha alma. Mesmo que esta esteja podre, ou apenas desolada, perdida... ainda tocam as mesmas melodias... saudosas, melancólicas, um tanto amarga às vezes, mas tão doce quanto o mel que um dia ousei querer provar de tua boca... ousadia, meu querido amigo, é não querer ver o que realmente te espreita. Esconde-te de ti mesmo. Como posso ser tão dura com alguém que só quer o meu bem? Meu bem? Meu maior bem é e sempre será a minha grande renúncia. Renúncia, sim. Renúncia de mim mesma. Renuncio à minha mente, ao meu corpo, renuncio a tudo. Menos você. Menos o tudo que preenche a minha esperança. Menos o tudo que eu preciso acreditar, que eu preciso ter. Entreguei-me por completo. Sinto muito. A vida não tem graça sem vícios. Não me critique sem ao menos tentar entender o que isso realmente significa pra mim. Não me vicio em algo menor que eu. Não me vicio em coisas de valor supérfluo.
Minha cabeça dói. Mesmo que eu enfie minha cabeça no travesseiro, ela continuará girando... até eu cair num sono tão profundo que temeria ser acordada com o cair de uma agulha. Restam-me sonhos. E eu os tenho bem dentro de mim, intimamente guardados e protegidos. Não tenho tantas pretensões... Que seja eu. Que seja meu. Apenas isto. Sinto falta de ter aquilo que só consigo tocar em delírio...
//saeko chiba - sayonara solitaire.
Daisuki to omou kara ne kizutsu ittari tomadottari
Tsumetai hoho wo yose atte kokoro ga umareta
Itsumo ima sugu ni aitai
Mukuchi ni naruhodo suki yo yasashi sa doushitara mieru no
Dakishimete motto tsuyoku atataka na mune wo shinjiru yo
Sayonara solitia ashita he
Chiisana watashi dakara zenbu demo tarinai yone
Nanni mo kakusanai de anata ni agetai
Mada shiroi yoake wo miokutte
Konnani daiji na hito ni doushite meguri aetano to
Itai hodo tsunagu yubi de sabishi sa kienu yume wo miru no
Sayonara solitia
Mou hitori jyanai kara ashita mezameru no anata to
Daisuki na hito dakara ne sobani iru mamotteru
Anata he tsunagaru daichi ni umerete yokatta
Ainda assim, a música toca. Toca lá no fundo, bem no fundo da minha alma. Mesmo que esta esteja podre, ou apenas desolada, perdida... ainda tocam as mesmas melodias... saudosas, melancólicas, um tanto amarga às vezes, mas tão doce quanto o mel que um dia ousei querer provar de tua boca... ousadia, meu querido amigo, é não querer ver o que realmente te espreita. Esconde-te de ti mesmo. Como posso ser tão dura com alguém que só quer o meu bem? Meu bem? Meu maior bem é e sempre será a minha grande renúncia. Renúncia, sim. Renúncia de mim mesma. Renuncio à minha mente, ao meu corpo, renuncio a tudo. Menos você. Menos o tudo que preenche a minha esperança. Menos o tudo que eu preciso acreditar, que eu preciso ter. Entreguei-me por completo. Sinto muito. A vida não tem graça sem vícios. Não me critique sem ao menos tentar entender o que isso realmente significa pra mim. Não me vicio em algo menor que eu. Não me vicio em coisas de valor supérfluo.
Minha cabeça dói. Mesmo que eu enfie minha cabeça no travesseiro, ela continuará girando... até eu cair num sono tão profundo que temeria ser acordada com o cair de uma agulha. Restam-me sonhos. E eu os tenho bem dentro de mim, intimamente guardados e protegidos. Não tenho tantas pretensões... Que seja eu. Que seja meu. Apenas isto. Sinto falta de ter aquilo que só consigo tocar em delírio...
//saeko chiba - sayonara solitaire.
Daisuki to omou kara ne kizutsu ittari tomadottari
Tsumetai hoho wo yose atte kokoro ga umareta
Itsumo ima sugu ni aitai
Mukuchi ni naruhodo suki yo yasashi sa doushitara mieru no
Dakishimete motto tsuyoku atataka na mune wo shinjiru yo
Sayonara solitia ashita he
Chiisana watashi dakara zenbu demo tarinai yone
Nanni mo kakusanai de anata ni agetai
Mada shiroi yoake wo miokutte
Konnani daiji na hito ni doushite meguri aetano to
Itai hodo tsunagu yubi de sabishi sa kienu yume wo miru no
Sayonara solitia
Mou hitori jyanai kara ashita mezameru no anata to
Daisuki na hito dakara ne sobani iru mamotteru
Anata he tsunagaru daichi ni umerete yokatta
sábado, 17 de março de 2007
Possa, um dia, eu finalmente descansar em paz...
...em algum lugar bem longe daqui.
Não entendo. Não consigo saber o porquê disso tudo logo e justo agora. Por que eu me sinto assim? Angústia... misturada com um pouco de frustração...
...e vai aumentando e aumentando... até um dia acabar com tudo. Até acabar comigo. Até acabar.. simplesmente acabar. E eu odeio tanto tudo isso... odeio sentir esse tipo de coisa... odeio que tudo isso se misture dentro de mim... dói justamente por eu não sentir raiva, bem pelo contrário. Chega até a doer.
Toda essa isolação...simplesmente... por medo de que as coisas aconteçam de outra forma e eu acabe me magoando, machucando... e fazendo o mesmo também. Eu me mutilo agora, depois eu tento pensar que são apenas receios e inseguranças bobas...
e tento fugir disso tudo também...fugir e fugir...
até que todas essas coisas bobas não possam me encontrar...
//alice in chains - nutshell
Não entendo. Não consigo saber o porquê disso tudo logo e justo agora. Por que eu me sinto assim? Angústia... misturada com um pouco de frustração...
...e vai aumentando e aumentando... até um dia acabar com tudo. Até acabar comigo. Até acabar.. simplesmente acabar. E eu odeio tanto tudo isso... odeio sentir esse tipo de coisa... odeio que tudo isso se misture dentro de mim... dói justamente por eu não sentir raiva, bem pelo contrário. Chega até a doer.
Toda essa isolação...simplesmente... por medo de que as coisas aconteçam de outra forma e eu acabe me magoando, machucando... e fazendo o mesmo também. Eu me mutilo agora, depois eu tento pensar que são apenas receios e inseguranças bobas...
e tento fugir disso tudo também...fugir e fugir...
até que todas essas coisas bobas não possam me encontrar...
//alice in chains - nutshell
quinta-feira, 15 de março de 2007
Por um único instante..
...eu juro! Foi um único instante... um instante de fragilidade, de fraqueza.. um instante de saudade! Juro que se tivesse consciência não pensaria! Juro que se tivesse controle não procuraria! Juro... juro em vão! Não sou mais dona de mim... meu corpo se move contra a vontade, meus lábios proferem palavras contra a vontade, meus olhos se perdem no nada, sem nada, sem motivo, sem razão... razão! Largou-me por completo!
Sem vontade... o querer que estremece a carne, faz viver o espírito... diz com vontade, diz! Se não sou tua, não sou de mais ninguém! Jamais serei de mim mesma outra vez! E temo... temo tanto... que em outros lábios pousem a delicada borboleta, tentando voar, tentando encontrar, tentando encravar as garras e suas presas... para que nunca mais se solte... não! Não me deixes...
...tantos corpos... vários deles, vários... seres sem vida, jogados como qualquer objeto em desuso, centenas, milhares deles... tantos corpos... corpos sem vida! Corpos sem sentimentos! Frígidos! Não sentem... sem prazer, sem vida, sem amor, sem ódio, sem lúxuria, sem desejo, sem nada! Nada. Resume-se em nada! O grande nada que sempre fez com que eu me sentisse sozinha... e tão acompanhada! Minha única, única companhia! Minha única realidade, minha única verdade... única. Não tenho nada... nem o próprio nada me pertence... não posso segurar, não consigo. Minhas mãos não tem vontade!
Desejos subliminares, angústia, desespero...
Ilusões, devaneios...
...fugir?
até que ninguém possa me encontrar novamente... x)
//uma música do anime lain.. esqueci o nome u.u
Sem vontade... o querer que estremece a carne, faz viver o espírito... diz com vontade, diz! Se não sou tua, não sou de mais ninguém! Jamais serei de mim mesma outra vez! E temo... temo tanto... que em outros lábios pousem a delicada borboleta, tentando voar, tentando encontrar, tentando encravar as garras e suas presas... para que nunca mais se solte... não! Não me deixes...
...tantos corpos... vários deles, vários... seres sem vida, jogados como qualquer objeto em desuso, centenas, milhares deles... tantos corpos... corpos sem vida! Corpos sem sentimentos! Frígidos! Não sentem... sem prazer, sem vida, sem amor, sem ódio, sem lúxuria, sem desejo, sem nada! Nada. Resume-se em nada! O grande nada que sempre fez com que eu me sentisse sozinha... e tão acompanhada! Minha única, única companhia! Minha única realidade, minha única verdade... única. Não tenho nada... nem o próprio nada me pertence... não posso segurar, não consigo. Minhas mãos não tem vontade!
Desejos subliminares, angústia, desespero...
Ilusões, devaneios...
...fugir?
até que ninguém possa me encontrar novamente... x)
//uma música do anime lain.. esqueci o nome u.u
Assinar:
Postagens (Atom)