"...então eu vi que seria melhor enfrentar sua ira que ser o causador de sua tristeza, dor e magoá-la. Se ela agisse com raiva ou se rebelasse contra todos os meus argumentos, eu saberia o que fazer, poderia gritar, bater de frente com seu orgulho, tentar convencê-la da minha certeza. Mas essa mesma certeza se dissolvia quando eu percebi o quão frágil aquela menina era. E sim, era apenas uma menina num corpo de mulher. Mulher bem feita pelas mãos do mais vaidoso e caprichoso deus, mas ainda assim, uma menina. Quem eu deveria proteger e amar ao invés de ser tão duro e frio. Tudo isso entrou em choque dentro de mim, não soube o que fazer. A dor que me causava ao vê-la chorar e saber que o motivo de seu sofrimento era o meu egoísmo não tinha limites. Senti que poderia desmoronar se ela continuasse soluçando e me olhando com aqueles olhos tão doces que me pediam carinho e compreensão. Não sabia o que fazer. Senti-me o pior dos mortais... mas nada do que eu dissesse ou fizesse seria o suficiente pra amenizar a minha culpa. 'Suas palavras não vão amenizar minha dor', eu sabia que ela pensava isso intimamente, escondendo-se de si mesma, escondendo toda a sua força, caindo aos prantos no chão. Que terrível ser poderia ter feito um anjo chorar? Jamais minhas mãos poderiam tê-la tocado. Eu deveria contentar-me em apenas admirá-la, protegê-la e amá-la da forma mais pura possível. Mas não. Eu nunca poderia fazer isso... eu a desejava. A desejava como um louco e não conseguiria nunca mudar isso.
Ajoelhei-me ao seu lado e sussurrei: 'pardon, mon amour...'. Tomei-a nos braços e senti que ela seria para sempre minha. Mas seu amor estava machucado, seu coração batia descompassadamente, a frieza de seus tímidos toques desapareciam... 'não me deixes...jamais, prometa-me... jamais seja tão injusto novamente... eu poderia suportar a dor da morte, mas nunca... nunca suportaria sua indiferença..."
Suas palavras ecoavam fundo em meu peito... eu sempre soube, desde o primeiro instante que a vi, que jamais poderia amar alguém como eu a amei. Poderia desejar outros corpos por ser escravo da minha luxúria, no entanto, minha alma seria para sempre dela... o anjo dourado que iluminou toda a minha vida. Eu sempre fui um devasso, deus bem o sabe, mas quando a tive pela primeira vez, desejei ser apenas seu... eu desejava que meu corpo e minha mente fossem tão puros e virginais como seus seios, suas curvas, seus membros...
Por amá-la tanto, esse nobre sentimento transbordava de meu ser, causava-me dor. Eu queria ser um único ser junto com ela. Queria que nossos corpos e nossas almas estivessem para sempre juntos... mas esse mesmo deus que a colocou em meu destino, tirou-a de mim. Jamais me esquecerei do cheiro de seu corpo... sempre tão fresco, tão doce... jamais me esquecerei de sua doçura...
Deus!... se eu ao menos soubesse! Não seria minha para sempre... e se eu tivesse idéia disso, teria cuidado para que sua felicidade fosse plena, teria passado cada segundo de sua vida ao seu lado.
Mas não... eu nunca poderia revoltar-me. Deus me deu o mais belo anjo e eu não soube como cuidá-la. Tentei prendê-la nas jaulas do meu amor egoísta... e como um passarinho sem esperanças, deixou-se morrer aos poucos..."
//Anna Tsuchiya - forever
"I love you forever
I can't live without you anymore
I love you forever
Your body is so cold and so hard
Please come back
Sit beside a fire place
I remember your warm heart.
Memories filled with plenty of love
And delight with my tears
I always love you
I can't see your face with my tears
Baby, i miss you
God, please don't take him
Far away from me
I love you forever
I'm walking in the dark
Is this a fog or tears?
I can't see anything
Where are you?
I'm holding a piece of dream that you gave me."
terça-feira, 27 de março de 2007
domingo, 25 de março de 2007
past.
...provavelmente eu lembraria disso tudo com uma certa amargura. Não exatamente saudade... não foram tempos bons... mas faz falta o fato de terem sido assim. Eu gostaria de poder apagar muita coisa da minha mente, simplesmente esquecer de tudo que já aconteceu. Mas isso não acontecerá. Sempre lembro dos piores momentos possíveis.. e os bons, como sempre, permanecem esquecidos, ocultados pelo véu negro da quase morte, a falta de esperança, minha raiva, minha angústia...
Ainda assim, a música toca. Toca lá no fundo, bem no fundo da minha alma. Mesmo que esta esteja podre, ou apenas desolada, perdida... ainda tocam as mesmas melodias... saudosas, melancólicas, um tanto amarga às vezes, mas tão doce quanto o mel que um dia ousei querer provar de tua boca... ousadia, meu querido amigo, é não querer ver o que realmente te espreita. Esconde-te de ti mesmo. Como posso ser tão dura com alguém que só quer o meu bem? Meu bem? Meu maior bem é e sempre será a minha grande renúncia. Renúncia, sim. Renúncia de mim mesma. Renuncio à minha mente, ao meu corpo, renuncio a tudo. Menos você. Menos o tudo que preenche a minha esperança. Menos o tudo que eu preciso acreditar, que eu preciso ter. Entreguei-me por completo. Sinto muito. A vida não tem graça sem vícios. Não me critique sem ao menos tentar entender o que isso realmente significa pra mim. Não me vicio em algo menor que eu. Não me vicio em coisas de valor supérfluo.
Minha cabeça dói. Mesmo que eu enfie minha cabeça no travesseiro, ela continuará girando... até eu cair num sono tão profundo que temeria ser acordada com o cair de uma agulha. Restam-me sonhos. E eu os tenho bem dentro de mim, intimamente guardados e protegidos. Não tenho tantas pretensões... Que seja eu. Que seja meu. Apenas isto. Sinto falta de ter aquilo que só consigo tocar em delírio...
//saeko chiba - sayonara solitaire.
Daisuki to omou kara ne kizutsu ittari tomadottari
Tsumetai hoho wo yose atte kokoro ga umareta
Itsumo ima sugu ni aitai
Mukuchi ni naruhodo suki yo yasashi sa doushitara mieru no
Dakishimete motto tsuyoku atataka na mune wo shinjiru yo
Sayonara solitia ashita he
Chiisana watashi dakara zenbu demo tarinai yone
Nanni mo kakusanai de anata ni agetai
Mada shiroi yoake wo miokutte
Konnani daiji na hito ni doushite meguri aetano to
Itai hodo tsunagu yubi de sabishi sa kienu yume wo miru no
Sayonara solitia
Mou hitori jyanai kara ashita mezameru no anata to
Daisuki na hito dakara ne sobani iru mamotteru
Anata he tsunagaru daichi ni umerete yokatta
Ainda assim, a música toca. Toca lá no fundo, bem no fundo da minha alma. Mesmo que esta esteja podre, ou apenas desolada, perdida... ainda tocam as mesmas melodias... saudosas, melancólicas, um tanto amarga às vezes, mas tão doce quanto o mel que um dia ousei querer provar de tua boca... ousadia, meu querido amigo, é não querer ver o que realmente te espreita. Esconde-te de ti mesmo. Como posso ser tão dura com alguém que só quer o meu bem? Meu bem? Meu maior bem é e sempre será a minha grande renúncia. Renúncia, sim. Renúncia de mim mesma. Renuncio à minha mente, ao meu corpo, renuncio a tudo. Menos você. Menos o tudo que preenche a minha esperança. Menos o tudo que eu preciso acreditar, que eu preciso ter. Entreguei-me por completo. Sinto muito. A vida não tem graça sem vícios. Não me critique sem ao menos tentar entender o que isso realmente significa pra mim. Não me vicio em algo menor que eu. Não me vicio em coisas de valor supérfluo.
Minha cabeça dói. Mesmo que eu enfie minha cabeça no travesseiro, ela continuará girando... até eu cair num sono tão profundo que temeria ser acordada com o cair de uma agulha. Restam-me sonhos. E eu os tenho bem dentro de mim, intimamente guardados e protegidos. Não tenho tantas pretensões... Que seja eu. Que seja meu. Apenas isto. Sinto falta de ter aquilo que só consigo tocar em delírio...
//saeko chiba - sayonara solitaire.
Daisuki to omou kara ne kizutsu ittari tomadottari
Tsumetai hoho wo yose atte kokoro ga umareta
Itsumo ima sugu ni aitai
Mukuchi ni naruhodo suki yo yasashi sa doushitara mieru no
Dakishimete motto tsuyoku atataka na mune wo shinjiru yo
Sayonara solitia ashita he
Chiisana watashi dakara zenbu demo tarinai yone
Nanni mo kakusanai de anata ni agetai
Mada shiroi yoake wo miokutte
Konnani daiji na hito ni doushite meguri aetano to
Itai hodo tsunagu yubi de sabishi sa kienu yume wo miru no
Sayonara solitia
Mou hitori jyanai kara ashita mezameru no anata to
Daisuki na hito dakara ne sobani iru mamotteru
Anata he tsunagaru daichi ni umerete yokatta
sábado, 17 de março de 2007
Possa, um dia, eu finalmente descansar em paz...
...em algum lugar bem longe daqui.
Não entendo. Não consigo saber o porquê disso tudo logo e justo agora. Por que eu me sinto assim? Angústia... misturada com um pouco de frustração...
...e vai aumentando e aumentando... até um dia acabar com tudo. Até acabar comigo. Até acabar.. simplesmente acabar. E eu odeio tanto tudo isso... odeio sentir esse tipo de coisa... odeio que tudo isso se misture dentro de mim... dói justamente por eu não sentir raiva, bem pelo contrário. Chega até a doer.
Toda essa isolação...simplesmente... por medo de que as coisas aconteçam de outra forma e eu acabe me magoando, machucando... e fazendo o mesmo também. Eu me mutilo agora, depois eu tento pensar que são apenas receios e inseguranças bobas...
e tento fugir disso tudo também...fugir e fugir...
até que todas essas coisas bobas não possam me encontrar...
//alice in chains - nutshell
Não entendo. Não consigo saber o porquê disso tudo logo e justo agora. Por que eu me sinto assim? Angústia... misturada com um pouco de frustração...
...e vai aumentando e aumentando... até um dia acabar com tudo. Até acabar comigo. Até acabar.. simplesmente acabar. E eu odeio tanto tudo isso... odeio sentir esse tipo de coisa... odeio que tudo isso se misture dentro de mim... dói justamente por eu não sentir raiva, bem pelo contrário. Chega até a doer.
Toda essa isolação...simplesmente... por medo de que as coisas aconteçam de outra forma e eu acabe me magoando, machucando... e fazendo o mesmo também. Eu me mutilo agora, depois eu tento pensar que são apenas receios e inseguranças bobas...
e tento fugir disso tudo também...fugir e fugir...
até que todas essas coisas bobas não possam me encontrar...
//alice in chains - nutshell
quinta-feira, 15 de março de 2007
Por um único instante..
...eu juro! Foi um único instante... um instante de fragilidade, de fraqueza.. um instante de saudade! Juro que se tivesse consciência não pensaria! Juro que se tivesse controle não procuraria! Juro... juro em vão! Não sou mais dona de mim... meu corpo se move contra a vontade, meus lábios proferem palavras contra a vontade, meus olhos se perdem no nada, sem nada, sem motivo, sem razão... razão! Largou-me por completo!
Sem vontade... o querer que estremece a carne, faz viver o espírito... diz com vontade, diz! Se não sou tua, não sou de mais ninguém! Jamais serei de mim mesma outra vez! E temo... temo tanto... que em outros lábios pousem a delicada borboleta, tentando voar, tentando encontrar, tentando encravar as garras e suas presas... para que nunca mais se solte... não! Não me deixes...
...tantos corpos... vários deles, vários... seres sem vida, jogados como qualquer objeto em desuso, centenas, milhares deles... tantos corpos... corpos sem vida! Corpos sem sentimentos! Frígidos! Não sentem... sem prazer, sem vida, sem amor, sem ódio, sem lúxuria, sem desejo, sem nada! Nada. Resume-se em nada! O grande nada que sempre fez com que eu me sentisse sozinha... e tão acompanhada! Minha única, única companhia! Minha única realidade, minha única verdade... única. Não tenho nada... nem o próprio nada me pertence... não posso segurar, não consigo. Minhas mãos não tem vontade!
Desejos subliminares, angústia, desespero...
Ilusões, devaneios...
...fugir?
até que ninguém possa me encontrar novamente... x)
//uma música do anime lain.. esqueci o nome u.u
Sem vontade... o querer que estremece a carne, faz viver o espírito... diz com vontade, diz! Se não sou tua, não sou de mais ninguém! Jamais serei de mim mesma outra vez! E temo... temo tanto... que em outros lábios pousem a delicada borboleta, tentando voar, tentando encontrar, tentando encravar as garras e suas presas... para que nunca mais se solte... não! Não me deixes...
...tantos corpos... vários deles, vários... seres sem vida, jogados como qualquer objeto em desuso, centenas, milhares deles... tantos corpos... corpos sem vida! Corpos sem sentimentos! Frígidos! Não sentem... sem prazer, sem vida, sem amor, sem ódio, sem lúxuria, sem desejo, sem nada! Nada. Resume-se em nada! O grande nada que sempre fez com que eu me sentisse sozinha... e tão acompanhada! Minha única, única companhia! Minha única realidade, minha única verdade... única. Não tenho nada... nem o próprio nada me pertence... não posso segurar, não consigo. Minhas mãos não tem vontade!
Desejos subliminares, angústia, desespero...
Ilusões, devaneios...
...fugir?
até que ninguém possa me encontrar novamente... x)
//uma música do anime lain.. esqueci o nome u.u
quarta-feira, 14 de março de 2007
Inconstância...
..ah! Doce melancolia... torna meus dias menos cinzentos... a suave melodia do eterno amanhecer... sonhos, mon amour! Sonhos! E não ouso deturpá-los... não ouso afogá-los em verdades cruéis... e o que é a verdade? Teu conceito... tua razão... minha razão não obedece à lógica, então...
O espetáculo reabre... somos palhaços, meros palhaços! Circo dos horrores... aonde estão minhas damas de companhia? Éramos seis, hoje somos uma! Apenas uma... uma única dama que fomenta solitariamente o cheiro de um sonho inacabado. Incompleto. Eu estou incompleta... falta parte de mim... falta algo em mim! Falta algo em ti! E o mesmo pedaço... a mesma peça que nunca encaixava... e hoje! Estamos distantes, mon amour! Estamos distantes desse mundo... unidos em devaneios, ilusões... e para sempre serei louca, desde que isso me leve até teu leito...
//....
O espetáculo reabre... somos palhaços, meros palhaços! Circo dos horrores... aonde estão minhas damas de companhia? Éramos seis, hoje somos uma! Apenas uma... uma única dama que fomenta solitariamente o cheiro de um sonho inacabado. Incompleto. Eu estou incompleta... falta parte de mim... falta algo em mim! Falta algo em ti! E o mesmo pedaço... a mesma peça que nunca encaixava... e hoje! Estamos distantes, mon amour! Estamos distantes desse mundo... unidos em devaneios, ilusões... e para sempre serei louca, desde que isso me leve até teu leito...
//....
segunda-feira, 12 de março de 2007
Então....
...eu fico me perguntando o real valor de certas coisas. Talvez eu ainda seja muito intolerante e cega. Talvez eu mesma não queira ver. Questiono minhas próprias decisões e atitudes... mas não é tudo. Eu preciso de mais. Existem tantas coisas que eu quero saber.... tanta coisa, tanta!
[...]
...certos dias que ficam em branco...
Falar a respeito de sentimentos é sempre difícil, coisa mais estranha... e inconstante, pra variar...
Eu estou bem, não estou... Eu canto... mas tem dias que eu não tenho voz. Eu tento abraçar, mas às vezes... sinto tanta vontade de continuar sentindo frio...
[...]
...certos dias que ficam em branco...
Falar a respeito de sentimentos é sempre difícil, coisa mais estranha... e inconstante, pra variar...
Eu estou bem, não estou... Eu canto... mas tem dias que eu não tenho voz. Eu tento abraçar, mas às vezes... sinto tanta vontade de continuar sentindo frio...
domingo, 11 de março de 2007
Mas talvez...
...tudo isso esteja sendo causado pelo sono. Insônia, na verdade.
Viver um dia de cada vez... pacientemente e ter calma o tempo todo... isso me parece tão angustiante, quase que uma tortura... principalmente para alguém como eu.
Só escrevo agora para que eu possa tentar dormir depois.. daqui a pouco.
Mais um dia fora do meu tempo. Meu próprio tempo. Não por tudo que aconteceu, mas por mim mesma.
Não estou satisfeita com nada disso. Talvez sejam coisas da minha cabeça, mas... a forma como tudo acontece, como todas as idéias aparecem na minha mente.
Talvez eu devesse gritar... choraria se pudesse... já senti isso antes, não tão forte e tão desesperador quanto alguns dias, mas... dentro em pouco, talvez eu acabe daquele mesmo jeito. Tendo crises, surtos, inventando e depois destruindo tudo de uma vez...
E por que diabos escrevo? Uma vã tentativa de liberar tudo que eu sinto... mas o que eu sinto, nenhuma palavra pode explicar, justificar ou traduzir. E é exatamente assim... ficou tudo distante, confuso e extremamente doloroso...
Talvez eu não use algumas palavras, por saber que elas gerariam outros descontentamentos... principalmente o meu também... porque sei que o que eu sinto agora, talvez, depois de uma noite bem dormida, desapareça pela manhã e ser injusta me causaria problemas...
Eu não deveria estar aqui. Teimosia... teimosia...
Eu poderia explodir o mundo e realmente não me importaria... tudo isso agora.
"anda... anda"... o tempo se arrasta ao mesmo tempo que zomba de minhas inconstâncias e medos... eu tentei rir dele, mas qual é agraça de rir de si mesmo, afinal?
Mágoa... eu detesto tudo isso... detesto, juro que detesto... e não pretendo suportar mais... não pretendo ter que continuar acordando e indo dormir ouvindo as mesmas coisas o tempo todo...
Eu já me desiludi com tanta coisa... e ainda estou viva. Eu não quero me conformar com isso... não, nunca... mas os passos que eu dou agora... não vejo uma forma de ter efeito... e isso anda me deixando assim... exatamente assim...
Talvez eu realmetne não esteja pronta. Talvez eu não queira enchergar tudo como realmente é. Talvez eu só esteja precisando de um colo pra deitar e dormir até que tudo acabe.
Eu explodiria, queimaria, talvez suicidasse minha própria mente se pudesse... só pra não ter tais pensamentos.
E eu realmente não sei porquê.
"coisas ridículas" pra você :)
pra mim não. não me critique se vc não pode entender tudo isso.
pra vc nunca vai ter significado algum, afinal.
E tudo isso que eu ouço, só ajuda a melhorar tudo que eu realmente penso.
Mas para todo mundo... eu não penso, eu não vivo, não respiro e sou muda.
E pretendo continuar muda....
/hikida kaori - michiyuki
Viver um dia de cada vez... pacientemente e ter calma o tempo todo... isso me parece tão angustiante, quase que uma tortura... principalmente para alguém como eu.
Só escrevo agora para que eu possa tentar dormir depois.. daqui a pouco.
Mais um dia fora do meu tempo. Meu próprio tempo. Não por tudo que aconteceu, mas por mim mesma.
Não estou satisfeita com nada disso. Talvez sejam coisas da minha cabeça, mas... a forma como tudo acontece, como todas as idéias aparecem na minha mente.
Talvez eu devesse gritar... choraria se pudesse... já senti isso antes, não tão forte e tão desesperador quanto alguns dias, mas... dentro em pouco, talvez eu acabe daquele mesmo jeito. Tendo crises, surtos, inventando e depois destruindo tudo de uma vez...
E por que diabos escrevo? Uma vã tentativa de liberar tudo que eu sinto... mas o que eu sinto, nenhuma palavra pode explicar, justificar ou traduzir. E é exatamente assim... ficou tudo distante, confuso e extremamente doloroso...
Talvez eu não use algumas palavras, por saber que elas gerariam outros descontentamentos... principalmente o meu também... porque sei que o que eu sinto agora, talvez, depois de uma noite bem dormida, desapareça pela manhã e ser injusta me causaria problemas...
Eu não deveria estar aqui. Teimosia... teimosia...
Eu poderia explodir o mundo e realmente não me importaria... tudo isso agora.
"anda... anda"... o tempo se arrasta ao mesmo tempo que zomba de minhas inconstâncias e medos... eu tentei rir dele, mas qual é agraça de rir de si mesmo, afinal?
Mágoa... eu detesto tudo isso... detesto, juro que detesto... e não pretendo suportar mais... não pretendo ter que continuar acordando e indo dormir ouvindo as mesmas coisas o tempo todo...
Eu já me desiludi com tanta coisa... e ainda estou viva. Eu não quero me conformar com isso... não, nunca... mas os passos que eu dou agora... não vejo uma forma de ter efeito... e isso anda me deixando assim... exatamente assim...
Talvez eu realmetne não esteja pronta. Talvez eu não queira enchergar tudo como realmente é. Talvez eu só esteja precisando de um colo pra deitar e dormir até que tudo acabe.
Eu explodiria, queimaria, talvez suicidasse minha própria mente se pudesse... só pra não ter tais pensamentos.
E eu realmente não sei porquê.
"coisas ridículas" pra você :)
pra mim não. não me critique se vc não pode entender tudo isso.
pra vc nunca vai ter significado algum, afinal.
E tudo isso que eu ouço, só ajuda a melhorar tudo que eu realmente penso.
Mas para todo mundo... eu não penso, eu não vivo, não respiro e sou muda.
E pretendo continuar muda....
/hikida kaori - michiyuki
sábado, 10 de março de 2007
Diga-me...
...o que existe em tuas palavras...
Tente pensar em algo que eu nunca faria pra te ter comigo...
Tente acreditar em algo que não existe, mas quer, acima de tudo, ser real...
Eu sou o pedaço de um fim subliminar... esperando pra acontecer, esperando o momento de um silêncio agudo para poder falar...
Entregando-se à um querer... entregando-se aos deuses, dizendo estar seu corpo morto, mas sua mente... pra sempre viva... em um lugar bem longe daqui...
Todo o calor que eu teimo em querer sentir... o suave palpitar de um coração que adormecia em gelo...
Eu sou um grande nada afinal.... mas não me importo mais... eu estou entorpecida... e doente... pra sempre doente...
Eu ouço todos os ecos da mesma música tocada várias vezes... e isso vai ecoando... lentamente... dentro de mim... possuindo todos os meus órgãos e fazendo com que eles falhem...
seduz minha mente... talvez eu esteja em transe...
Meu coração pára... e nunca mais pretende voltar a bater...
nunca... nunca foi tão perfeito....
//...
Tente pensar em algo que eu nunca faria pra te ter comigo...
Tente acreditar em algo que não existe, mas quer, acima de tudo, ser real...
Eu sou o pedaço de um fim subliminar... esperando pra acontecer, esperando o momento de um silêncio agudo para poder falar...
Entregando-se à um querer... entregando-se aos deuses, dizendo estar seu corpo morto, mas sua mente... pra sempre viva... em um lugar bem longe daqui...
Todo o calor que eu teimo em querer sentir... o suave palpitar de um coração que adormecia em gelo...
Eu sou um grande nada afinal.... mas não me importo mais... eu estou entorpecida... e doente... pra sempre doente...
Eu ouço todos os ecos da mesma música tocada várias vezes... e isso vai ecoando... lentamente... dentro de mim... possuindo todos os meus órgãos e fazendo com que eles falhem...
seduz minha mente... talvez eu esteja em transe...
Meu coração pára... e nunca mais pretende voltar a bater...
nunca... nunca foi tão perfeito....
//...
Voltando...
...ao grande nada. "Do pó viestes, ao pó retornarás".
Mau-humor. Sou eu e eu mesma sendo vistas em um espelho quebrado. O que as pessoas vêem, não é o que somos. Eu não passo de uma escrava branca. Uma escrava do tempo, da vida, do material, do consumismo, dos outros, de ninguém... nem de mim mesma. No entanto... continuo sendo a minha própria antítese... Eu estou presa? Por quê? Pelo quê? O que realmente me prende nessa realidade? Eu poderia estar louca, internada em alguma clínica jurando que ia matar o primeiro inútil que cruzasse a minha frente. Mas... eu acabo retornando ao início. Estaca zero. De onde eu nunca deveria ter saído talvez... porque é pra onde eu retornei... e continuo retornando todas as vezes que me sinto assim. Eu não vou dar valor à tudo que fiz até agora... a menos que eu realmente olhe para trás e veja o quanto eu consegui realmente, o quanto eu andei... só que até isso trás conseqüências ruins. tudo... tudo sempre vai ter um lado bom e um ruim.
Existem coisas boas que poderiam te tornar mas feliz, mas você não corre atrás porque tem medo e porque sabe que pra conseguir isso, outra coisa terá que ser sacrificada. Não posso e não consigo abraçar tudo ao mesmo tempo... ao contrário do que realmente acontece dentro de mim... eu grito por tudo que me perturba, mas só ouço os ecos do meu silêncio, meu vazio intocável, o que eu sempre tentei manter intocável... pra que algum dia eu pudesse entregar à alguém que poderia realmente cuidar de mim, já que eu não consigo nem ao menos fazer isso por mim mesma. É esse o problema... eu continuo vagando entre todos os mundos possíveis... enquanto no chão, eu preciso ter alguém que me segure e me faça ver aonde eu posso realmente pisar e tentar encontrar o pouco de "paz interior" que eu tanto busco... são coisas demais, confusões e complicações demais aqui dentro... algumas que eu mesma inventei, outras que eu nunca quis sequer pensar a respeito por medo de que fosse algo tipo um monstro adormecido... e ele finalmente acordasse e me devorasse por completo...
E foi exatamente o que eu pensei. Não tem sentido algum continuar buscando por tudo isso.
Não tem sentido algum continuar buscando por mim mesma. O único sentido que eu tenho é obrigado a estar distante de mim. Estar indiferente à minha presença por eu quase não existir mais...
Hoje eu acordei sozinha e não havia nada, nada além do meu corpo jogado na cama, tentando, em delírio, tocar algo... que sumia lentamente na escuridão da minha mente... suspirava, eu sentia, movia-se devagar, profundamente, por completo... desaparecia, eu procurava... já não podia sentir mais...
Uns poucos versos às minhas últimas memórias... as memórias de algum nada se transformando, mudando de rumo... um caminho que ninguém nunca poderá seguir, nunca poderá me encontrar... e é justamente isso que eu pretendo... fugir... e correr... o mais rápido possível... até que eu esteja cansada de mim mesma e não sinta saudades de casa ou queira voltar. Eu pretendo fugir. Fugir dos meus velhos sonhos de ser alguém pro mundo. Ser alguém em especial, mas que jamais seria tocada pelo tempo, pelas pessoas... e tentar não se machucar é sempre muito mais doloroso... sempre acaba da pior maneira, ferindo e cortando aonde dói mais...
Mau-humor. Sou eu e eu mesma sendo vistas em um espelho quebrado. O que as pessoas vêem, não é o que somos. Eu não passo de uma escrava branca. Uma escrava do tempo, da vida, do material, do consumismo, dos outros, de ninguém... nem de mim mesma. No entanto... continuo sendo a minha própria antítese... Eu estou presa? Por quê? Pelo quê? O que realmente me prende nessa realidade? Eu poderia estar louca, internada em alguma clínica jurando que ia matar o primeiro inútil que cruzasse a minha frente. Mas... eu acabo retornando ao início. Estaca zero. De onde eu nunca deveria ter saído talvez... porque é pra onde eu retornei... e continuo retornando todas as vezes que me sinto assim. Eu não vou dar valor à tudo que fiz até agora... a menos que eu realmente olhe para trás e veja o quanto eu consegui realmente, o quanto eu andei... só que até isso trás conseqüências ruins. tudo... tudo sempre vai ter um lado bom e um ruim.
Existem coisas boas que poderiam te tornar mas feliz, mas você não corre atrás porque tem medo e porque sabe que pra conseguir isso, outra coisa terá que ser sacrificada. Não posso e não consigo abraçar tudo ao mesmo tempo... ao contrário do que realmente acontece dentro de mim... eu grito por tudo que me perturba, mas só ouço os ecos do meu silêncio, meu vazio intocável, o que eu sempre tentei manter intocável... pra que algum dia eu pudesse entregar à alguém que poderia realmente cuidar de mim, já que eu não consigo nem ao menos fazer isso por mim mesma. É esse o problema... eu continuo vagando entre todos os mundos possíveis... enquanto no chão, eu preciso ter alguém que me segure e me faça ver aonde eu posso realmente pisar e tentar encontrar o pouco de "paz interior" que eu tanto busco... são coisas demais, confusões e complicações demais aqui dentro... algumas que eu mesma inventei, outras que eu nunca quis sequer pensar a respeito por medo de que fosse algo tipo um monstro adormecido... e ele finalmente acordasse e me devorasse por completo...
E foi exatamente o que eu pensei. Não tem sentido algum continuar buscando por tudo isso.
Não tem sentido algum continuar buscando por mim mesma. O único sentido que eu tenho é obrigado a estar distante de mim. Estar indiferente à minha presença por eu quase não existir mais...
Hoje eu acordei sozinha e não havia nada, nada além do meu corpo jogado na cama, tentando, em delírio, tocar algo... que sumia lentamente na escuridão da minha mente... suspirava, eu sentia, movia-se devagar, profundamente, por completo... desaparecia, eu procurava... já não podia sentir mais...
Uns poucos versos às minhas últimas memórias... as memórias de algum nada se transformando, mudando de rumo... um caminho que ninguém nunca poderá seguir, nunca poderá me encontrar... e é justamente isso que eu pretendo... fugir... e correr... o mais rápido possível... até que eu esteja cansada de mim mesma e não sinta saudades de casa ou queira voltar. Eu pretendo fugir. Fugir dos meus velhos sonhos de ser alguém pro mundo. Ser alguém em especial, mas que jamais seria tocada pelo tempo, pelas pessoas... e tentar não se machucar é sempre muito mais doloroso... sempre acaba da pior maneira, ferindo e cortando aonde dói mais...
sexta-feira, 9 de março de 2007
Um pouco de sobriedade...
...aos velhos senhores do mundo. O devaneio, a ilusão, os sonhos... sempre existirão.
A ira dos deuses, o castigo dos titãs... estaremos sempre vulneráveis em suas mãos.
Assim como eu estou agora... e talvez... nada disso seja o suficiente... nenhuma destas palavras nunca vão ter o significado que eu realmente quero... o tempo todo... vai continuar ecoando aqui dentro as mesmas coisas... até perder todo o sentido e eu achar que não vale a pena falar sobre isso. E o que é que vale realmente a pena? Perto do que eu sinto, tudo é tão pequeno... vago.. confuso... e ao mesmo tempo... eu me sinto tão bem assim...
Eu quero isso. Quero estar assim... doente. De algo incurável... de um sentimento maior que tudo isso... maior que toda essa realidade que não é minha.
//saeko chiba - sayonara solitaire
A ira dos deuses, o castigo dos titãs... estaremos sempre vulneráveis em suas mãos.
Assim como eu estou agora... e talvez... nada disso seja o suficiente... nenhuma destas palavras nunca vão ter o significado que eu realmente quero... o tempo todo... vai continuar ecoando aqui dentro as mesmas coisas... até perder todo o sentido e eu achar que não vale a pena falar sobre isso. E o que é que vale realmente a pena? Perto do que eu sinto, tudo é tão pequeno... vago.. confuso... e ao mesmo tempo... eu me sinto tão bem assim...
Eu quero isso. Quero estar assim... doente. De algo incurável... de um sentimento maior que tudo isso... maior que toda essa realidade que não é minha.
//saeko chiba - sayonara solitaire
quinta-feira, 8 de março de 2007
...gira devagar...
...e lentamente vai girando ao contrário também. Hoje o dia me lembrou mais coisas que há muito tempo eu não percebia... e não dava valor também... parece que algumas coisas estão tentando voltar a funcionar dentro de mim. Mas ao mesmo tempo... acaba me fazendo lembrar de coisas que foram muito dolorosas... mas que agora... ficam meio que sem sentido...vago... vazio... absoluto. Era isso. Era só isso que eu precisava ver pro meu dia acabar de uma vez. Ver que todos os meus esforços estão sendo em vão... e eu, como um corpo sem vida, estou me deixando levar...
Regredindo ao zero. Voltando ao nada. Pó de algo esquecido. E nunca foi isso que eu quis ser... o que eu mais quero agora é acordar de todo esse entorpecimento e conseguir me mover...
Regredindo ao zero. Voltando ao nada. Pó de algo esquecido. E nunca foi isso que eu quis ser... o que eu mais quero agora é acordar de todo esse entorpecimento e conseguir me mover...
quarta-feira, 7 de março de 2007
and what can I say now?
...e realmente não poderia estar mais errado do que já está...e ao mesmo tempo, tentando acertar pelos erros. Meus pensamentos simplesmente fluem... sobrevoam tudo que eu dizia ser real. Eu poderia mudar tudo. Desencaixar peça por peça e acreditar que está melhor assim... mas... desconstruir tudo que eu consegui com minhas próprias mãos... é sempre doloroso demais se desapegar de coisas que ganharam sentidos novos... tudo aquilo que agora tem cor, forma, cheiro... eu não sei mais ignorar as coisas como antes.
Se um dia eu cheguei a ser diferente, já não lembro mais. Se algum dia me senti livre, hoje não me sinto mais. Minha liberdade depende de vários fatores que não são exatamente externos... são coisas minhas... que eu procurei sempre deixar de lado.
E talvez... nós realmente deixemos tudo de lado o tempo inteiro... ignorando, dizendo que não é tão importante assim, mas no fundo... sempre vai fazer diferença...
Tentar ser diferente faz com que sejamos cada vez mais iguais e menos reais. Real é aquilo que eu posso realmente ver? Talvez não... junto com várias alucinações minhas, eu presumo que não. De esquizofrenia todo mundo tem um pouco. Meus amigos imaginários sempre foram "eus" com faces diferentes, dentro de mim. Eu nunca vi nada que merecesse espanto. Esses pedaços de mim, talvez espelhos, refletindo imagens minhas distorcidas, eram mais uma espécie de alterego... eu queria ser aquilo. Eu desejava mesmo que inconscientemente... e me criava a cada dia... pensei várias vezes nem ao menos ter um próprio eu de verdade. Gerei confusões e me perdi de mim mesma. Eu esperava me encontrar nas pessoas... talvez na falta que elas pudessem sentir de mim e eu, esperançosa, acreditava que isso pudesse realmente acontecer. Nunca quis ser tão especial assim para alguém. Eu só queria encontrar alguém que pudesse me ouvir e conversar comigo da forma que eu realmente precisava...
Evoluir, evoluir... andando pela rua, conversando com as pessoas... eu vejo o quanto eu odeio tudo isso... sorrir porque convém, conviver porque convém...
Pra mim basta... não aguento nem mesmo as minhas infantilidades... vou aguentar as de outras pessoas? Com certeza não. Imaturidade é algo que com certeza me irrita... evoluir relacionamentos e torná-los mais maduros é, com certeza difícil, dependendo da pessoa...
E não estou falando a respeito de relacionamentos com teor sexual apenas, mas sim quanto
à outros "valores" e conceitos de relacionamento que eu tenho. Encontrar isso em alguém é difícil... não tem como saber exatamente o que as pessoas pensam o tempo todo. E talvez eu nem queira.
Viver num vago-vazio-absoluto é suicídio. Continuando a seguir em frente, ao menos, temos certeza que sairemos do lugar e isso pode vir a acabar... não importa quanto tempo passe...
Talvez eu esteja mesmo dopada, entorpecida... e não pretendo me importar com isso, ainda...
//moonspell - how we became fire?
Se um dia eu cheguei a ser diferente, já não lembro mais. Se algum dia me senti livre, hoje não me sinto mais. Minha liberdade depende de vários fatores que não são exatamente externos... são coisas minhas... que eu procurei sempre deixar de lado.
E talvez... nós realmente deixemos tudo de lado o tempo inteiro... ignorando, dizendo que não é tão importante assim, mas no fundo... sempre vai fazer diferença...
Tentar ser diferente faz com que sejamos cada vez mais iguais e menos reais. Real é aquilo que eu posso realmente ver? Talvez não... junto com várias alucinações minhas, eu presumo que não. De esquizofrenia todo mundo tem um pouco. Meus amigos imaginários sempre foram "eus" com faces diferentes, dentro de mim. Eu nunca vi nada que merecesse espanto. Esses pedaços de mim, talvez espelhos, refletindo imagens minhas distorcidas, eram mais uma espécie de alterego... eu queria ser aquilo. Eu desejava mesmo que inconscientemente... e me criava a cada dia... pensei várias vezes nem ao menos ter um próprio eu de verdade. Gerei confusões e me perdi de mim mesma. Eu esperava me encontrar nas pessoas... talvez na falta que elas pudessem sentir de mim e eu, esperançosa, acreditava que isso pudesse realmente acontecer. Nunca quis ser tão especial assim para alguém. Eu só queria encontrar alguém que pudesse me ouvir e conversar comigo da forma que eu realmente precisava...
Evoluir, evoluir... andando pela rua, conversando com as pessoas... eu vejo o quanto eu odeio tudo isso... sorrir porque convém, conviver porque convém...
Pra mim basta... não aguento nem mesmo as minhas infantilidades... vou aguentar as de outras pessoas? Com certeza não. Imaturidade é algo que com certeza me irrita... evoluir relacionamentos e torná-los mais maduros é, com certeza difícil, dependendo da pessoa...
E não estou falando a respeito de relacionamentos com teor sexual apenas, mas sim quanto
à outros "valores" e conceitos de relacionamento que eu tenho. Encontrar isso em alguém é difícil... não tem como saber exatamente o que as pessoas pensam o tempo todo. E talvez eu nem queira.
Viver num vago-vazio-absoluto é suicídio. Continuando a seguir em frente, ao menos, temos certeza que sairemos do lugar e isso pode vir a acabar... não importa quanto tempo passe...
Talvez eu esteja mesmo dopada, entorpecida... e não pretendo me importar com isso, ainda...
//moonspell - how we became fire?
segunda-feira, 5 de março de 2007

eu queria ser o vento... e acariciar teu rosto em silêncio...
a suave brisa que toca teus lábios e estremece o teu corpo
eu queria ser como a lua e inspirar as tuas noites mais vazias...
a face oculta na noite... espreitando-te na escuridão...
ah, como eu queria... ser aquilo que não tem nome...
o mesmo que eu procuro e encontro em ti...
o sentimento que faz pesar o peito e dá leveza ao espírito
eu queria ser algo sem explicação...jamais entendido...
simplesmente um fragmento de alma vivente em teu coração...
uma suave melancolia me domina por completo... sinto tanto a tua falta e dos teus beijos quentes que nunca tive... sinto falta de tudo!... e quase um nada incompleto!
sábado, 3 de março de 2007
Tudo tende ao devaneio..
...porque tudo é sempre confuso. O tempo inteiro. E com o passar do tempo, tende a se distorcer mais ainda também. O ser humano se ilude, tem alucinações e delira o tempo todo. E assim é a vida... Pergunto-me o que seria real, então? Eu sou real? Defina real.... aquilo que se pode ver/tocar/sentir? São apenas convenções que as pessoas aceitam sem reclamar, sem se perguntar o porquê. eu questiono por não ter nada melhor a fazer. Não tenho respostas. Tenho somente dúvidas... e enquanto elas existirem, continuarei a perguntar. Talvez o único deus que exista, seja o próprio mundo... junto com outros conceitos, caio em religiões pagãs... adorando o divino na natureza, celebrando todos os sabás do ano cíclico... E eu não sei se ainda tento fugir disso. Deus. Ou deuses. O que faz com que eles realmente existam se não nós mesmos e nossa fé? (Talvez a falta dela...) Verdade... sempre um contato interior. Não há nada que possa justificá-la. Por si só, sempre impura. Verdades não são puras.
Qual o sentido de se ter um deus para adorar? Sou uma descrente. E ainda por cima, frustrada. Arrependo-me em não conseguir acreditar em uma fé tão simples... talvez assim, eu estivesse cega e iludida com o mundo, o que seria muito mais fácil. Minha religião é minha razão. Quando ela foge do meu alcance, torno-me uma louca. Caminho no escuro sem rumo. E talvez seja melhor assim. Num frenesi eterno...
O que é realmente importante? O que é superficial?
Defino como importante tudo aquilo que deve fazer parte da minha vida, pois sem o necessário, não saberia como viver. O superficial... todo o resto. Mas as pessoas gostam dele também. Muitas vezes, muito mais do que aquilo que é essencial. Então... deixa de ser tão importante assim...
Valor. Dê o devido valor às coisas. Não às pessoas. Cada pessoa tem um valor próprio. Reaprender a amá-las é difícil. Apaixonar-se por elas muitas vezes é inevitável. Um único grito de dor e tudo basta! Acaba-se. Delirando, receava em acreditar num fim. Estamos sempre acessíveis pela dor. Por mais que as pessoas se fechem em seus mundos, pela dor tudo é possível. A decepção não mata, realmente... ensinar a viver? Depende. Decepcionei-me muitas vezes, nem por isso deixei de acreditar, procurar. E eu gosto de tudo isso, afinal. Eu vivo aqui dentro. Lá fora eu sou outra pessoa diferente. Um robô talvez... programado pra agir conforme o conveniente. E eu não quero ter que encarar as pessoas.
Amor... amor. Amor é sempre alheio à tudo isso. Por quê? Simplesmente porque sentimentos verdadeiros eu não ouso misturar com todo o resto podre. Amar... eu serei mais uma que amará uma única vez. E nunca mais. E eu pretendo ser feliz assim...
Eu cansei de coisas supérfluas... O superficial é tão atraente quanto um doce. Delicioso... porém, acaba por me fazer mal. Como todo o resto... Restos são sempre restos... e nunca serão importantes. E eu tenho medo de vir a me tornar isto. Resto de alguém que viveu um dia e depois... só vegeta e passa o tempo todo escondida do tempo, do mundo exterior. Eu não quero voltar a ser como eu era antes. Talvez, sendo mais dócil o tempo todo, mais gentil, mais... "meiga"?... talvez assim fosse mais fácil. Ser usada pelas pessoas e não reclamar, apenas lhes sorrir. Mesmo que por dentro, eu eteja em pedaços... e eu não quero mais me sentir assim.
Prometi à mim mesma nunca permitir que as pessoas fizessem de mim o que elas quisessem... mas por vezes, deixo-me levar por elas... e eu receio que tudo isso tenha um fim péssimo. Novamente. Eu não quero, tenho medo. E ninguém deveria saber de outras fragilidades minha. Tão frágil quanto os acúleos de uma rosa. Era assim que deveria ser? Eu machuco as pessoas... mas sou tão frágil quanto elas... Eu me escondo atrás de palavras e gestos grosseiros... mas é porque eu não sei como eu deveria agir... E por que eu "deveria agir"?
Não quero ser só mais um brinquedo. Acostumei a agir como se as pessoas não existissem, como se elas não se importassem, como se não tivessem vida e nem sentissem nada.
Mas agora... eu realmente estou confusa. E se eu talvez estivesse sendo o carrasco delas ao me impor esse tipo de pensamento? A verdade é única: elas só fazem o que lhes é conveniente. É assim e eu tento me iludir...
Sentimentos cegam a razão... minha... "religião"? Eu queria estar livre de tudo isso...
Sentimentos são mais sublimes, mais confortáveis... e tornam o que eu vejo, a forma como eu o faço, mais suave.
Flutuando entre pensamentos... acabo encontrando tudo que eu quero. Realmente quero.
Dói por eu não saber como agir... ainda.
//Moonspell - how we became fire?
Qual o sentido de se ter um deus para adorar? Sou uma descrente. E ainda por cima, frustrada. Arrependo-me em não conseguir acreditar em uma fé tão simples... talvez assim, eu estivesse cega e iludida com o mundo, o que seria muito mais fácil. Minha religião é minha razão. Quando ela foge do meu alcance, torno-me uma louca. Caminho no escuro sem rumo. E talvez seja melhor assim. Num frenesi eterno...
O que é realmente importante? O que é superficial?
Defino como importante tudo aquilo que deve fazer parte da minha vida, pois sem o necessário, não saberia como viver. O superficial... todo o resto. Mas as pessoas gostam dele também. Muitas vezes, muito mais do que aquilo que é essencial. Então... deixa de ser tão importante assim...
Valor. Dê o devido valor às coisas. Não às pessoas. Cada pessoa tem um valor próprio. Reaprender a amá-las é difícil. Apaixonar-se por elas muitas vezes é inevitável. Um único grito de dor e tudo basta! Acaba-se. Delirando, receava em acreditar num fim. Estamos sempre acessíveis pela dor. Por mais que as pessoas se fechem em seus mundos, pela dor tudo é possível. A decepção não mata, realmente... ensinar a viver? Depende. Decepcionei-me muitas vezes, nem por isso deixei de acreditar, procurar. E eu gosto de tudo isso, afinal. Eu vivo aqui dentro. Lá fora eu sou outra pessoa diferente. Um robô talvez... programado pra agir conforme o conveniente. E eu não quero ter que encarar as pessoas.
Amor... amor. Amor é sempre alheio à tudo isso. Por quê? Simplesmente porque sentimentos verdadeiros eu não ouso misturar com todo o resto podre. Amar... eu serei mais uma que amará uma única vez. E nunca mais. E eu pretendo ser feliz assim...
Eu cansei de coisas supérfluas... O superficial é tão atraente quanto um doce. Delicioso... porém, acaba por me fazer mal. Como todo o resto... Restos são sempre restos... e nunca serão importantes. E eu tenho medo de vir a me tornar isto. Resto de alguém que viveu um dia e depois... só vegeta e passa o tempo todo escondida do tempo, do mundo exterior. Eu não quero voltar a ser como eu era antes. Talvez, sendo mais dócil o tempo todo, mais gentil, mais... "meiga"?... talvez assim fosse mais fácil. Ser usada pelas pessoas e não reclamar, apenas lhes sorrir. Mesmo que por dentro, eu eteja em pedaços... e eu não quero mais me sentir assim.
Prometi à mim mesma nunca permitir que as pessoas fizessem de mim o que elas quisessem... mas por vezes, deixo-me levar por elas... e eu receio que tudo isso tenha um fim péssimo. Novamente. Eu não quero, tenho medo. E ninguém deveria saber de outras fragilidades minha. Tão frágil quanto os acúleos de uma rosa. Era assim que deveria ser? Eu machuco as pessoas... mas sou tão frágil quanto elas... Eu me escondo atrás de palavras e gestos grosseiros... mas é porque eu não sei como eu deveria agir... E por que eu "deveria agir"?
Não quero ser só mais um brinquedo. Acostumei a agir como se as pessoas não existissem, como se elas não se importassem, como se não tivessem vida e nem sentissem nada.
Mas agora... eu realmente estou confusa. E se eu talvez estivesse sendo o carrasco delas ao me impor esse tipo de pensamento? A verdade é única: elas só fazem o que lhes é conveniente. É assim e eu tento me iludir...
Sentimentos cegam a razão... minha... "religião"? Eu queria estar livre de tudo isso...
Sentimentos são mais sublimes, mais confortáveis... e tornam o que eu vejo, a forma como eu o faço, mais suave.
Flutuando entre pensamentos... acabo encontrando tudo que eu quero. Realmente quero.
Dói por eu não saber como agir... ainda.
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